LSIL Pós-Menopausa: Conduta e Rastreamento Cervical

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 57 anos, menopausa há cinco anos, nega terapia hormonal e refere ressecamento vaginal principalmente ao coito. Retorna à unidade básica de saúde com resultados do exame citopatológico do colo uterino e da mamografia realizados há 30 dias. Exame ginecológico não revela alterações do colo. Laudo citopatológico: LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau). Laudo da mamografia: categoria 2 de BI-RADS nas mamas direita e esquerda. Assinale a conduta CORRETA conforme as Diretrizes para o Rastreamento do Câncer de Colo Uterino do Ministério da Saúde:

Alternativas

  1. A) Prescrever creme de estrogênio vaginal e repetir a coleta de material do colo para citologia em seis meses.
  2. B) Repetir a coleta de material do colo para citologia nessa consulta, e, caso se mantiver negativa nos próximos dois exames consecutivos, voltar a fazer coleta a cada três anos.
  3. C) Solicitar exame de captura híbrida de DNA-HPV.
  4. D) Encaminhar à unidade de referência para colposcopia.

Pérola Clínica

LSIL em pós-menopausa → tratar atrofia vaginal com estrogênio tópico e repetir citologia em 6 meses.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa com LSIL e atrofia vaginal, a atrofia pode mimetizar alterações celulares. A conduta inicial recomendada é tratar a atrofia com estrogênio vaginal tópico e repetir a citologia em 6 meses, antes de considerar colposcopia.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma prática essencial na saúde da mulher, e a interpretação dos resultados da citologia cervical (Papanicolau) exige conhecimento das diretrizes específicas para diferentes faixas etárias e condições clínicas. Em mulheres na pós-menopausa, a deficiência estrogênica pode levar à atrofia vaginal e cervical, que, por sua vez, pode causar alterações celulares reativas na citologia, mimetizando lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL). Diante de um resultado de LSIL em uma paciente pós-menopausa, especialmente se houver sintomas de atrofia vaginal como ressecamento ou dispareunia, a conduta inicial recomendada pelas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (Ministério da Saúde) é o tratamento da atrofia. Isso é feito com a prescrição de estrogênio vaginal tópico por um período, seguido pela repetição da citologia cervical em seis meses. Essa abordagem visa diferenciar as alterações reativas da atrofia das verdadeiras lesões causadas pelo HPV. Apenas se a LSIL persistir após o tratamento da atrofia e a repetição do exame, ou se houver um resultado de lesão de alto grau (HSIL) ou atipias de células escamosas não podendo excluir lesão de alto grau (ASC-H), a colposcopia e biópsia seriam indicadas. A mamografia BI-RADS 2 indica achados benignos e não interfere na conduta do colo uterino. Residentes devem estar atentos a essa particularidade da conduta em pós-menopausa para evitar encaminhamentos desnecessários e otimizar o manejo das pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para LSIL em mulheres pós-menopausa?

A conduta inicial é prescrever estrogênio vaginal tópico para tratar a atrofia, que pode mimetizar alterações celulares, e repetir a citologia cervical em seis meses.

Por que a atrofia vaginal pode influenciar o resultado da citologia em mulheres pós-menopausa?

A deficiência estrogênica na pós-menopausa causa atrofia do epitélio vaginal e cervical, levando a alterações celulares reativas que podem ser interpretadas erroneamente como lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) na citologia.

Quando a colposcopia é indicada para LSIL em pós-menopausa?

A colposcopia é indicada se a citologia persistir com LSIL ou pior após o tratamento da atrofia vaginal e a repetição do exame em seis meses, ou se houver achados de ASC-H ou HSIL na citologia inicial.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo