LSIL em Jovens: Conduta e Rastreamento de Câncer de Colo

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 22 anos, G1A1, retorna à consulta ginecológica trazendo resultado de exame citológico coletado há um mês. Relata bastante preocupação, pois o resultado evidencia processo inflamatório compatível com infeção pelo vírus papiloma humano (HPV) e lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL). Nega ter sido vacinada para HPV. Não tem parceria fixa e faz uso de contraceptivo hormonal combinado oral. Afirma uso irregular de preservativos. Conforme diretriz do Ministério da Saúde, a conduta MAIS INDICADA para esta paciente é:

Alternativas

  1. A) Encaminhar para realização de colposcopia.
  2. B) Realizar cauterização do colo e indicar vacina de HPV.
  3. C) Realizar nova citologia oncótica em seis meses.
  4. D) Repetir citologia cervical/oncótica ao completar 25 anos e reavaliar.

Pérola Clínica

LSIL em <25 anos → repetir citologia aos 25 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Resumo-Chave

Em mulheres jovens (<25 anos) com LSIL, a conduta expectante com repetição da citologia aos 25 anos é a mais indicada, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Isso se deve à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão e à imaturidade da junção escamocolunar.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citológica comum, frequentemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Em mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 25 anos, a infecção por HPV e as lesões de baixo grau têm uma alta taxa de regressão espontânea, tornando a conduta expectante uma estratégia segura e eficaz. O rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil segue diretrizes específicas que consideram a idade da paciente e a gravidade da lesão. As diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de colo uterino recomendam que, em mulheres com menos de 25 anos e diagnóstico de LSIL, a conduta seja a repetição da citologia cervical aos 25 anos. Essa abordagem visa evitar intervenções desnecessárias em lesões que provavelmente regredirão, minimizando a ansiedade e os riscos associados a procedimentos invasivos. A colposcopia e biópsia são reservadas para casos de persistência da lesão ou progressão para lesões de alto grau. A prevenção primária através da vacinação contra o HPV é fundamental, e a vacina é recomendada mesmo para mulheres que já tiveram contato com o vírus ou apresentaram lesões. A educação sobre o uso de preservativos e a importância do rastreamento regular são pilares na redução da incidência e mortalidade por câncer de colo uterino. O manejo adequado das lesões de baixo grau em jovens é crucial para otimizar os recursos de saúde e garantir o melhor desfecho para a paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta recomendada para LSIL em mulheres com menos de 25 anos?

Para mulheres com menos de 25 anos, a conduta mais indicada é a observação com repetição da citologia cervical ao completar 25 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de LSIL?

A colposcopia é geralmente indicada para mulheres com LSIL persistente após o período de observação, ou em casos de LSIL em mulheres com 25 anos ou mais, ou quando há achados citológicos de maior gravidade.

A vacinação contra o HPV é recomendada após um diagnóstico de LSIL?

Sim, a vacinação contra o HPV é recomendada mesmo após o diagnóstico de LSIL, pois pode proteger contra outros tipos de HPV e reduzir o risco de novas infecções ou recorrências, embora não trate a lesão existente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo