Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Considere o resultado de laudo de exame colpocitologia oncológica de uma mulher de 27 anos de idade, realizado há 1 mês, que revelou lesão de baixo grau (LSIL). Nesse caso, a recomendação segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero é
LSIL em < 30 anos → repetir citologia em 6 meses devido à alta taxa de regressão espontânea.
A conduta para LSIL em mulheres jovens (<30 anos) é a repetição da colpocitologia em 6 meses. Isso se baseia na alta probabilidade de regressão espontânea da lesão, que muitas vezes está associada a uma infecção transitória pelo HPV.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na colpocitologia oncológica, representando alterações celulares associadas à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens, e a maioria regride espontaneamente. O rastreamento do câncer do colo do útero é fundamental para a detecção precoce e prevenção. A fisiopatologia do LSIL está diretamente ligada à infecção por HPV, que causa alterações citopáticas nas células escamosas do colo uterino. O diagnóstico é feito pela colpocitologia (Papanicolau). É importante suspeitar de LSIL em mulheres sexualmente ativas, especialmente aquelas que iniciaram a vida sexual precocemente ou têm múltiplos parceiros. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, a conduta para LSIL em mulheres com menos de 30 anos é a repetição da citologia em 6 meses. Se o LSIL persistir ou evoluir, a colposcopia é então indicada. Essa abordagem visa evitar procedimentos invasivos desnecessários, considerando a alta taxa de regressão espontânea.
LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV, geralmente correspondendo a uma neoplasia intraepitelial cervical de grau 1 (NIC 1).
Mulheres jovens (<30 anos) têm uma alta taxa de regressão espontânea das lesões de baixo grau, pois a infecção por HPV é frequentemente transitória nessa faixa etária.
A colposcopia é indicada se o LSIL persistir após a repetição da citologia em 6 meses ou se a paciente for ≥ 30 anos.
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