CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Paciente A.S.L., 25 anos, comparece ao ambulatório de ginecologia com diagnóstico citológico de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Qual a conduta adequada, segundo a diretriz brasileira, para o rastreamento do câncer de colo uterino INCA/Ministério da Saúde?
LSIL em < 30 anos (ou 25 anos) → repetir citologia em 6 meses (INCA/MS).
Em mulheres jovens (até 29 anos) com diagnóstico de LSIL, a conduta recomendada pela diretriz brasileira é a repetição da citologia em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão.
A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) é uma alteração citológica comum no rastreamento do câncer de colo uterino, frequentemente associada à infecção por Papilomavírus Humano (HPV). Sua prevalência é maior em mulheres jovens. As diretrizes brasileiras do INCA/Ministério da Saúde preconizam uma conduta diferenciada para LSIL baseada na idade. Em mulheres até 29 anos (como a paciente de 25 anos), a conduta é repetir a citologia oncótica em 6 meses, pois a maioria dessas lesões regride espontaneamente. A colposcopia é reservada para casos de LSIL persistente após duas citologias consecutivas em 6 meses ou para LSIL em mulheres a partir dos 30 anos. Essa abordagem visa evitar procedimentos desnecessários em lesões que tendem à regressão, otimizando o manejo e reduzindo a ansiedade da paciente.
Para mulheres com 25 anos e diagnóstico de LSIL, a diretriz brasileira recomenda repetir a citologia oncótica em 6 meses, devido à alta chance de regressão espontânea.
A colposcopia é indicada se a lesão persistir após o período de seguimento com citologias repetidas, ou em casos de LSIL em mulheres acima de 30 anos.
Mulheres jovens têm maior capacidade de regressão espontânea das lesões por HPV, justificando uma conduta mais conservadora com seguimento citológico antes de procedimentos invasivos.
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