HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023
Mulher, 52 anos, em amenorreia há 10 anos, após histerectomia, faz uso de terapia hormonal (TH) há 4 anos. Compareceu à UBS para avaliação ginecológica de rotina. Exame ginecológico normal para a faixa etária. Após 30 dias retorna com resultado dos exames solicitados no atendimento anterior. Laudo citopatológico do colo uterino: LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) e mamografia categoria BIRADS 2. Assinale a conduta adequada deste caso:
LSIL em paciente pós-histerectomia → Repetir citologia em 6 meses (se houver colo ou vaginal). TH e BI-RADS 2 não alteram conduta.
Em uma paciente que realizou histerectomia, a citologia de colo uterino não é aplicável se a histerectomia foi total. Se a citologia se refere à cúpula vaginal, LSIL geralmente requer repetição em 6 meses. A terapia hormonal e o BI-RADS 2 (benigno) não influenciam a conduta para LSIL.
A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) é uma alteração citopatológica comum, geralmente associada à infecção por Papilomavírus Humano (HPV) de baixo risco ou infecções transitórias por HPV de alto risco. A maioria dos LSILs regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens. A conduta padrão para LSIL em mulheres adultas é o seguimento com repetição da citologia em 6 a 12 meses, dependendo da idade e do protocolo local.No caso de uma paciente que realizou histerectomia, a interpretação da citologia e a conduta podem ser mais complexas. Se a histerectomia foi total (remoção do útero e colo), não há colo uterino para ser rastreado. Um resultado de 'citopatológico do colo uterino' nesse contexto é um erro ou se refere à citologia da cúpula vaginal. A citologia da cúpula vaginal para rastreamento de neoplasia vaginal é indicada apenas em pacientes com histórico de lesão de alto grau no colo ou câncer de colo. Se um LSIL é encontrado na cúpula vaginal, a conduta é geralmente conservadora, com repetição da citologia em 6 meses.A terapia hormonal (TH) e achados benignos na mamografia (BI-RADS 2) são informações adicionais que não alteram a conduta para o LSIL. A suspensão da TH não é justificada por um LSIL, e o BI-RADS 2 indica ausência de malignidade mamária. Portanto, a conduta mais adequada e segura é a observação com repetição da citologia, permitindo a regressão espontânea da lesão.
Se a histerectomia foi total, não há colo uterino. O resultado LSIL provavelmente se refere à citologia da cúpula vaginal. Nesses casos, a conduta geralmente é repetir a citologia em 6 meses, pois muitas lesões de baixo grau regridem espontaneamente.
Não, a terapia hormonal não tem impacto direto na progressão ou regressão de lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) e, portanto, não é um fator que altere a conduta de seguimento para LSIL.
A colposcopia é indicada se o LSIL persistir em citologias de seguimento (geralmente após 12-24 meses, dependendo do protocolo e idade da paciente), ou se houver achados de alto grau em citologias subsequentes. Não é a conduta inicial para um primeiro achado de LSIL.
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