Conduta no LSIL: Diretrizes para Rastreamento Cervical

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013

Enunciado

Mulher com 25 anos de idade procura Unidade Básica de Saúde para exame ginecológico de rotina. Relata ter iniciado atividade sexual há seis anos e já ter tido quatro parceiros sexuais. Não há alterações visíveis ao exame especular. Nessa oportunidade a paciente é submetida pela primeira vez ao exame de colpocitologia oncológica. Após um mês, retorna com resultado da citologia, que revela a presença de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (HPV e NIC). A conduta mais apropriada para essa paciente é a realização de:

Alternativas

  1. A) Conização cervical.
  2. B) Colpocitologia oncológica em seis meses.
  3. C) Colposcopia e biópsia dirigida.
  4. D) Eletrocauterização do colo uterino.
  5. E) Pesquisa de HPV por método de biologia molecular.

Pérola Clínica

LSIL em pacientes ≥ 25 anos → Repetir citologia em 6 meses (alta taxa de regressão).

Resumo-Chave

Para mulheres a partir de 25 anos com resultado de LSIL, a conduta inicial é a repetição do preventivo em 6 meses, visando observar a regressão espontânea da lesão.

Contexto Educacional

O manejo das lesões precursoras do câncer de colo uterino no Brasil é regido pelas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA/Ministério da Saúde). O objetivo principal é identificar lesões de alto grau (HSIL) que possuem real potencial de progressão, enquanto se evita o sobretratamento de lesões de baixo grau (LSIL) que são, em sua maioria, transitórias. No caso de uma paciente de 25 anos em seu primeiro exame, o achado de LSIL não autoriza intervenções imediatas como biópsia ou conização. A estratégia de 'ver e tratar' ou a investigação colposcópica imediata são reservadas para situações específicas ou lesões de maior gravidade citológica. O seguimento semestral é a escolha baseada em evidências para equilibrar segurança oncológica e preservação da saúde reprodutiva.

Perguntas Frequentes

Por que repetir a citologia em 6 meses no LSIL?

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) reflete geralmente a manifestação citopatológica da infecção produtiva pelo HPV, que apresenta altas taxas de regressão espontânea (cerca de 80% a 90%), especialmente em mulheres jovens. A repetição em 6 meses evita procedimentos invasivos desnecessários, como a colposcopia e biópsia, em lesões que provavelmente desaparecerão sozinhas.

Qual a conduta se o segundo exame (após 6 meses) vier alterado?

Se na repetição de 6 meses o resultado for novamente LSIL ou qualquer alteração mais grave (como ASC-US, ASC-H, HSIL), a paciente deve então ser encaminhada para colposcopia. Se o resultado for negativo em dois exames seguidos com intervalo de 6 meses, ela retorna ao rastreamento trienal de rotina.

A conduta muda para mulheres com menos de 25 anos?

Sim. Para mulheres menores de 25 anos com LSIL, a recomendação é repetir a citologia apenas em 3 anos. Isso ocorre porque, nessa faixa etária, a prevalência de HPV é altíssima e o risco de progressão para câncer invasivo é extremamente baixo, priorizando-se a conduta conservadora para evitar danos iatrogênicos ao colo uterino.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo