UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Mulher de 29 anos traz citologia do colo do útero com resultado de lesão intraepitelial de baixo grau e ultrassonografia com gestação de 24 semanas. Refere que citologia anterior foi negativa. Qual a conduta CORRETA?
LSIL na gestação → seguimento pós-parto, colposcopia só se lesão de alto grau ou suspeita de invasão.
A conduta para lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) na gestação é expectante, com reavaliação citológica e/ou colposcópica após o parto. A maioria das lesões regride espontaneamente, e procedimentos invasivos são evitados para não causar complicações obstétricas.
O rastreamento e manejo das lesões cervicais na gestação representam um desafio clínico importante, exigindo um equilíbrio entre a detecção precoce de neoplasias e a minimização de riscos para a gestante e o feto. A citologia cervical é um exame de rotina que pode ser realizado durante a gravidez, seguindo as mesmas diretrizes de rastreamento da população geral. No entanto, a interpretação e a conduta subsequente devem considerar as particularidades fisiológicas da gestação. Lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL), ou NIC 1, são frequentemente diagnosticadas em mulheres jovens e têm uma alta taxa de regressão espontânea, especialmente durante a gravidez e no período pós-parto. A conduta expectante é a mais indicada para LSIL em gestantes, com reavaliação citológica e/ou colposcópica após o parto (geralmente 6 a 12 semanas pós-parto). Biópsias e tratamentos invasivos são geralmente evitados para LSIL na gestação, a menos que haja suspeita de lesão de alto grau ou câncer invasivo. A colposcopia pode ser realizada na gestação se houver indicação (por exemplo, HSIL, ASC-H), mas deve ser feita por um examinador experiente, evitando-se a biópsia de rotina e a curetagem endocervical. O objetivo principal é excluir câncer invasivo. A maioria das lesões regride espontaneamente após o parto devido às alterações hormonais e imunológicas. Portanto, o acompanhamento cuidadoso e a reavaliação pós-parto são cruciais para garantir a saúde da mulher sem comprometer a gestação.
A conduta para LSIL na gravidez é geralmente expectante, com acompanhamento e reavaliação citológica e/ou colposcópica após o parto, devido à alta taxa de regressão espontânea.
A colposcopia é indicada em gestantes com citologia de alto grau (HSIL), ASC-H ou suspeita de câncer invasivo, mas biópsias são realizadas com cautela e apenas se estritamente necessárias.
Procedimentos invasivos como biópsias ou conizações durante a gravidez podem aumentar o risco de sangramento, abortamento, parto prematuro e incompetência istmocervical, sendo reservados para casos de alta suspeita de lesão de alto grau ou invasão.
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