LSIL na Gestação: Conduta e Colposcopia

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Gestante de 14 semanas realiza colpocitologia oncótica com resultado de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. A conduta adequada, nesse caso, é:

Alternativas

  1. A) indicar EZT
  2. B) indicar conização
  3. C) realizar colposcopia
  4. D) realizar captura híbrida

Pérola Clínica

LSIL na gestação → colposcopia para excluir lesão de alto grau/invasiva.

Resumo-Chave

Em gestantes com LSIL na colpocitologia, a conduta é realizar colposcopia para avaliar a extensão da lesão e, principalmente, excluir a presença de lesão de alto grau ou câncer invasivo. Biópsias são realizadas apenas se houver suspeita de lesão de alto grau ou invasão.

Contexto Educacional

O rastreamento e manejo de lesões cervicais em gestantes representam um desafio clínico, pois é necessário equilibrar a detecção precoce de doenças malignas com a segurança da gravidez. A colpocitologia oncótica, ou Papanicolau, é uma ferramenta essencial nesse rastreamento. A identificação de uma lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) em uma gestante exige uma abordagem cuidadosa e específica, sendo um tópico relevante para a formação de residentes. LSIL reflete uma infecção por HPV com alterações celulares que geralmente regridem espontaneamente. Na gestação, a fisiologia cervical pode mimetizar lesões, e o sistema imunológico materno pode estar alterado. A conduta inicial para LSIL em gestantes é a realização de colposcopia. Este exame permite uma avaliação visual detalhada do colo uterino, identificando a localização e a extensão das lesões, e é crucial para descartar lesões de alto grau ou câncer invasivo, que são as principais preocupações. A biópsia cervical é reservada para casos em que a colposcopia sugere lesão de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo. Procedimentos mais invasivos, como a excisão da zona de transformação (EZT) ou a conização, são geralmente adiados para o período pós-parto, a menos que haja um diagnóstico confirmado de câncer invasivo que exija tratamento imediato. O acompanhamento colposcópico pode ser repetido no pós-parto para reavaliar a regressão ou progressão da lesão.

Perguntas Frequentes

Por que a colposcopia é a conduta inicial para LSIL em gestantes?

A colposcopia permite visualizar a extensão da lesão e identificar características que sugiram uma lesão de alto grau ou câncer invasivo, que exigiria biópsia e, eventualmente, tratamento.

Quando a biópsia cervical é indicada em gestantes com LSIL?

A biópsia é indicada apenas se a colposcopia revelar achados sugestivos de lesão de alto grau (HSIL) ou, mais criticamente, de câncer invasivo. Biópsias extensas ou conização são geralmente adiadas para o pós-parto.

Quais são os riscos de realizar procedimentos invasivos (EZT, conização) durante a gestação?

Procedimentos invasivos na gestação aumentam o risco de sangramento, abortamento, parto prematuro e incompetência istmocervical. Por isso, são reservados para casos de câncer invasivo confirmado.

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