HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020
Mulher, 25 anos de idade, realizou pela primeira vez colpocitologia oncótica, cujo resultado foi de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Segundo a última versão das Diretrizes Brasileiras para Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, a programação para esta paciente deve ser:
LSIL em primeira colpocitologia < 25 anos ou > 25 anos → repetir citologia em 6 meses.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, a conduta para um resultado de LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) em mulheres de 25 anos ou mais, ou em qualquer idade na primeira citologia, é repetir a colpocitologia em 6 meses. Se persistir LSIL ou ASC-US, encaminhar para colposcopia.
O rastreamento do câncer do colo do útero é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas. A colpocitologia oncótica (Papanicolau) é o principal método de rastreamento, buscando identificar alterações celulares que possam indicar a presença do Papilomavírus Humano (HPV) e suas consequências. A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) é uma das alterações mais comuns. A fisiopatologia do câncer de colo do útero está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos de HPV de alto risco. O LSIL representa a fase inicial da infecção viral com alterações citopáticas e/ou neoplasia intraepitelial cervical grau 1 (NIC 1), que tem alta taxa de regressão espontânea. O diagnóstico é feito pela citologia, e a suspeita surge em mulheres que iniciam o rastreamento ou em exames de rotina. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero orientam a conduta para LSIL. Em mulheres de 25 anos ou mais, a recomendação é repetir a citologia em 6 meses. Se o LSIL persistir ou houver ASC-US, a colposcopia é indicada. O objetivo é evitar intervenções desnecessárias em lesões que regrediriam, enquanto se monitora adequadamente aquelas que podem progredir.
LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV e/ou neoplasia intraepitelial cervical de baixo grau (NIC 1).
A conduta inicial é repetir a colpocitologia em 6 meses. Se o resultado persistir LSIL ou ASC-US, a paciente deve ser encaminhada para colposcopia.
A colposcopia é indicada se o LSIL persistir após o seguimento de 6 meses, ou se houver um resultado de ASC-H, HSIL ou câncer invasor em qualquer momento.
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