HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Paciente de 35 anos de idade comparece à Unidade Básica de Saúde para mostrar resultado de exame citopatológico do colo uterino: “Esfregaço com predomínio de células intermediárias. Diversas células endocervicais. Algumas células metaplásicas. Intensa flora Döderlein com discreta citólise. Presença de Lesão de Baixo Grau (LSIL).”Considerando o resultado do exame, a conduta adequada para essa paciente é
LSIL em mulher > 30 anos → repetir citologia em 6 meses.
A Lesão de Baixo Grau (LSIL) no exame citopatológico, especialmente em mulheres acima de 30 anos, tem alta taxa de regressão espontânea. As diretrizes brasileiras recomendam repetir a citologia em seis meses para monitorar a regressão ou persistência da lesão, antes de considerar a colposcopia.
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é o achado citopatológico mais comum no rastreamento do câncer de colo uterino, refletindo geralmente uma infecção transitória pelo Papilomavírus Humano (HPV). A compreensão da conduta adequada é fundamental para evitar intervenções desnecessárias e garantir o seguimento correto das pacientes. A fisiopatologia da LSIL está intrinsecamente ligada à infecção por HPV. A maioria das infecções por HPV e das LSIL regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens. As diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer de colo uterino orientam a conduta baseada na idade da paciente e na persistência da lesão, visando otimizar o manejo e reduzir a ansiedade e os custos. Para mulheres acima de 30 anos com LSIL, a conduta recomendada é repetir a citologia em seis meses. Se a lesão persistir após esse período, uma nova citologia é realizada em mais seis meses. A colposcopia é indicada apenas se a LSIL persistir após 12 meses de seguimento ou se houver progressão para lesões de alto grau. Essa abordagem conservadora reflete a alta taxa de regressão espontânea da LSIL.
LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) indica alterações celulares sugestivas de infecção por HPV, que geralmente são transitórias e têm alto potencial de regressão espontânea.
Em mulheres jovens (<25 anos), a conduta para LSIL é ainda mais conservadora, geralmente com repetição da citologia em 12 meses, devido à altíssima taxa de regressão espontânea e imaturidade da junção escamocolunar.
A colposcopia é indicada se a LSIL persistir após duas citologias de controle (em 6 e 12 meses) ou se houver um resultado de ASC-H ou HSIL em qualquer momento do seguimento.
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