LSIL no Papanicolau: Conduta e Rastreamento Segundo MS

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 32 anos de idade recebe laudo de citologia cervicovaginal com lesão intraepitelial de baixo grau. Foi solicitado que repetisse o exame em 6 meses, e o resultado foi normal. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, é recomendado, para essa mulher,

Alternativas

  1. A) repetir a citologia após 6 meses; se normal, continuar rastreio trienal.
  2. B) pesquisar HPV; se positivo, realizar colposcopia com biópsia para definir conduta.
  3. C) repetir a citologia após 1 ano; se normal, manter rastreio anual.
  4. D) realizar colposcopia com biópsia nesse momento; se normais, manter rastreio anual.
  5. E) manter controle citológico semestral por 2 anos; se normais, continuar com rastreio anual.

Pérola Clínica

LSIL em < 30 anos: repetir citologia em 6 meses. Se normal, rastreio trienal.

Resumo-Chave

A conduta para LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) varia com a idade da paciente e o resultado de exames subsequentes. Em mulheres jovens (< 30 anos), a regressão espontânea é comum. O Ministério da Saúde recomenda repetir a citologia em 6 meses. Se o resultado for normal, o rastreamento pode retornar ao esquema trienal.

Contexto Educacional

A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) é uma alteração citológica comum no rastreamento do câncer de colo uterino, refletindo geralmente uma infecção transitória pelo Papilomavírus Humano (HPV). A compreensão da conduta adequada é essencial para residentes, visando evitar intervenções desnecessárias e garantir o rastreamento eficaz. Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, a conduta para LSIL varia conforme a idade. Em mulheres jovens (geralmente até 29 anos), a regressão espontânea da lesão é frequente. Nesses casos, a recomendação é repetir a citologia em 6 meses. Se o resultado for normal, a paciente pode retornar ao rastreamento trienal. Se o LSIL persistir, ou se houver progressão para lesão de alto grau, a colposcopia com biópsia é então indicada. Para mulheres com 30 anos ou mais, a persistência do HPV e a progressão para lesões de alto grau são mais preocupantes. Nesses casos, após um LSIL, a conduta pode incluir a pesquisa de HPV ou a realização de colposcopia imediata, dependendo das diretrizes mais recentes e da disponibilidade de recursos. O objetivo é identificar as lesões que realmente têm potencial de progressão para câncer invasivo, sem sobretratar as lesões benignas e transitórias.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) em mulheres jovens?

Em mulheres jovens (geralmente até 29 anos, ou conforme diretriz local), a conduta inicial para LSIL é a repetição da citologia cervicovaginal em 6 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de LSIL?

A colposcopia é indicada se a citologia de repetição em 6 meses persistir com LSIL ou pior, ou se houver um ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) com teste de HPV positivo, ou em casos de LSIL em mulheres acima de 30 anos.

Qual a frequência do rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil após resultados normais?

Após dois exames de Papanicolau normais consecutivos com intervalo de um ano, o rastreamento pode ser realizado a cada três anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

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