HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Paciente está com nove semanas de gestação e informa que fazia uso de losartana 50 mg ao dia, mas, ao descobrir a gravidez, interrompeu o uso há três semanas por conta própria. Sobre essa situação, assinale a alternativa correta.
Losartana (BRA) é teratogênica na gestação; AAS profilático para risco de pré-eclâmpsia.
Inibidores da ECA e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA), como a losartana, são contraindicados na gestação devido ao risco de teratogenicidade, especialmente no segundo e terceiro trimestres. Pacientes com histórico de hipertensão têm indicação de AAS profilático para pré-eclâmpsia.
A hipertensão na gestação é uma condição comum que exige manejo cuidadoso para garantir a saúde da mãe e do feto. Ao descobrir a gravidez, é imperativo revisar todas as medicações em uso, especialmente anti-hipertensivos, devido ao risco de teratogenicidade. A losartana, assim como outros bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), é contraindicada na gestação. Seu uso, principalmente no segundo e terceiro trimestres, está associado a malformações renais fetais, oligodrâmnio e restrição de crescimento. A paciente agiu corretamente ao interromper o uso, mas a substituição por uma medicação segura deve ser feita sob orientação médica. Para gestantes com fatores de risco para pré-eclâmpsia, como hipertensão crônica, a profilaxia com AAS em baixas doses é recomendada. O AAS deve ser iniciado idealmente antes das 16 semanas de gestação e mantido até o parto. No primeiro trimestre, é fisiológico que a pressão arterial média tenda a diminuir, não a elevar. O controle da pressão arterial é crucial, e se estiver acima dos limites recomendados (geralmente >140x90 mmHg, ou >120x70 mmHg em algumas diretrizes para iniciar acompanhamento mais rigoroso), a prescrição de um anti-hipertensivo seguro na gestação é necessária.
A losartana, um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), é contraindicada na gestação devido ao seu potencial teratogênico, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo causar malformações renais fetais, oligodrâmnio e restrição de crescimento intrauterino.
O AAS em baixas doses (geralmente 100-150 mg/dia) é indicado para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes com fatores de risco, como hipertensão crônica, diabetes, doença renal crônica, gestação múltipla ou histórico de pré-eclâmpsia anterior, devendo ser iniciado idealmente antes das 16 semanas de gestação.
Os anti-hipertensivos de primeira linha considerados seguros na gestação incluem metildopa, nifedipino (liberação prolongada) e hidralazina. Labetalol também pode ser utilizado, mas com cautela em algumas situações.
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