UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Na população centenária brasileira (37.814 pessoas no último recenseamento), observa-se que o gênero feminino encontra-se em número quase três vezes maior que o gênero masculino. Assinale a principal causa dessa discrepância.
Maior longevidade feminina no Brasil (79,7 vs 73,1 anos) → mais mulheres centenárias.
A maior expectativa de vida das mulheres em comparação aos homens é um fenômeno global, influenciado por fatores biológicos, comportamentais, sociais e de acesso à saúde, que se reflete na maior proporção de mulheres em idades avançadas, incluindo a população centenária.
A discrepância na longevidade entre gêneros, com as mulheres vivendo mais que os homens, é um fenômeno demográfico global e bem documentado no Brasil. A expectativa de vida feminina é consistentemente superior à masculina, resultando em uma proporção significativamente maior de mulheres na população centenária. Esta diferença é multifatorial, envolvendo uma complexa interação de fatores biológicos, comportamentais e socioculturais. Do ponto de vista biológico, as mulheres podem ter uma vantagem devido a fatores hormonais (estrogênio, por exemplo, que tem efeito protetor cardiovascular) e genéticos. Comportamentalmente, os homens tendem a se envolver mais em atividades de risco, ter maior prevalência de tabagismo e alcoolismo, e buscar menos os serviços de saúde preventivos. Socialmente, as pressões e papéis de gênero podem influenciar a exposição a riscos ocupacionais e a adesão a estilos de vida saudáveis. Para residentes, entender esses determinantes é crucial para abordar a saúde da população de forma integral. A promoção da saúde do homem, com foco na prevenção de doenças crônicas, redução de comportamentos de risco e incentivo à busca por cuidados médicos, é essencial para reduzir essa lacuna de longevidade e melhorar a qualidade de vida em todas as idades.
Fatores biológicos (proteção hormonal, menor suscetibilidade a certas doenças), comportamentais (menor envolvimento em atividades de risco, menor consumo de álcool e tabaco) e sociais (maior adesão a cuidados de saúde preventivos) contribuem para a maior longevidade feminina.
No Brasil, a expectativa de vida ao nascer é consistentemente maior para as mulheres (cerca de 79,7 anos) do que para os homens (cerca de 73,1 anos), uma diferença que se mantém ao longo das décadas e se acentua nas idades mais avançadas.
As principais causas de mortalidade que afetam desproporcionalmente os homens jovens no Brasil incluem causas externas, como homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, além de doenças cardiovasculares e respiratórias relacionadas a hábitos de vida.
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