HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Um paciente com 47 anos de idade, motorista de ônibus, comparece ao ambulatório da atenção secundária relatando início de dor lombar baixa há 2 semanas, que se irradia para membros inferiores. Ele nega ter sofrido queda e/ou trauma local. Devido à intensidade da dor, procurou atendimento em emergência na época, tendo recebido medicação endovenosa e orientação para acompanhamento ambulatorial para investigação. O paciente afirma que possui dor ainda incapacitante, que piora ao se sentar e ao ficar em pé, mas que melhora com o repouso. Essa dor possui irradiação pela região posterior da coxa e perna, chegando até a planta do pé à direita. Também relata diminuição da sensibilidade no dorso do pé direito. Ao realizar exame físico, apresentou teste de elevação do membro inferior estendido positivo à direita quando realizando a 40 graus, além de hipoestesia em região de dorso do pé direito, com reflexos sem alterações e sem perda de força muscular. A conduta imediata adequada para o caso é
Lombociatalgia < 6 semanas sem déficits motores/esfincterianos → tratamento conservador (AINEs, relaxante, fisioterapia).
A dor lombar com irradiação para membro inferior (lombociatalgia) e sinais de radiculopatia (Lasègue positivo, hipoestesia em dermátomo específico) sem déficits neurológicos graves (perda de força, alteração de reflexos, disfunção esfincteriana) deve ser inicialmente manejada de forma conservadora. O tratamento inclui analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e, precocemente, fisioterapia e exercícios para fortalecimento.
A lombociatalgia, caracterizada por dor lombar que se irradia para um ou ambos os membros inferiores, é frequentemente causada por compressão de raízes nervosas, sendo a hérnia de disco lombar a etiologia mais comum. Os sintomas incluem dor, parestesia ou hipoestesia em dermátomos específicos, e podem ser exacerbados por movimentos que aumentam a pressão intratecal, como sentar ou tossir. O exame físico é crucial, com o teste de elevação do membro inferior estendido (Lasègue) sendo um indicador importante de irritação radicular. A ausência de déficits motores progressivos, alterações esfincterianas ou anestesia em sela (sinais de alarme para síndrome da cauda equina) direciona o manejo para uma abordagem conservadora. O tratamento inicial consiste em analgésicos (AINEs), relaxantes musculares e, fundamentalmente, a reabilitação com fisioterapia e exercícios de fortalecimento do core. O repouso prolongado é desaconselhado, e a mobilização precoce é incentivada. A maioria dos casos de lombociatalgia resolve-se com tratamento conservador em até 6-12 semanas.
Os sinais e sintomas incluem dor lombar que irradia para o membro inferior, seguindo um dermátomo específico, associada a parestesia, hipoestesia ou, em casos mais graves, fraqueza muscular e alteração de reflexos na área inervada pela raiz nervosa afetada.
A cirurgia é geralmente indicada em casos de falha do tratamento conservador após 6-12 semanas, déficits neurológicos progressivos, fraqueza motora significativa ou sinais de síndrome da cauda equina (disfunção esfincteriana, anestesia em sela), que são emergências cirúrgicas.
O teste de Lasègue (elevação do membro inferior estendido) é um exame físico crucial para identificar irritação da raiz nervosa. Um teste positivo, com dor irradiada para o membro inferior em ângulos menores que 60-70 graus, sugere compressão radicular, comumente por hérnia de disco.
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