ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar iniciada há 3 semanas, de instalação insidiosa, sem irradiação. Relata que a dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com repouso e uso de paracetamol. Nega perda de peso, febre, traumas, incontinência ou fraqueza nos membros inferiores. Ao exame físico, apresenta dor à palpação paravertebral em região lombar, sem alterações neurológicas. Com base na história clínica e no exame físico, qual o próximo passo na condução desse caso?
Lombalgia inespecífica sem "red flags" → Reassegurar, manter atividade, analgesia simples = Evitar exames e repouso prolongado.
Na lombalgia inespecífica sem sinais de alerta ("red flags"), a conduta inicial deve focar na educação do paciente sobre a natureza benigna da condição, incentivo à manutenção da atividade física leve e uso de analgesia simples, evitando exames de imagem desnecessários e repouso prolongado.
A lombalgia inespecífica é uma das queixas mais comuns na atenção primária, caracterizada por dor na região lombar sem uma causa específica identificável. A maioria dos casos é autolimitada e benigna, resolvendo-se em algumas semanas. O manejo inicial foca na exclusão de "red flags", que são sinais e sintomas que indicam uma condição subjacente grave, como fraturas, tumores, infecções ou síndromes de cauda equina. Na ausência de "red flags", a abordagem conservadora é a mais indicada. Isso inclui a educação do paciente sobre a natureza benigna da dor, o incentivo à manutenção da atividade física leve e gradual (evitando o repouso prolongado), e o uso de analgesia simples, como paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), se necessário. Exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, não são recomendados rotineiramente para lombalgia inespecífica, pois raramente alteram a conduta e podem levar a achados incidentais que causam ansiedade e intervenções desnecessárias. A reavaliação em 4 a 6 semanas é apropriada para monitorar a evolução e ajustar o plano de tratamento se a dor persistir.
Febre, perda de peso inexplicada, história de trauma significativo, dor noturna intensa, déficit neurológico progressivo, incontinência urinária/fecal, uso de imunossupressores ou história de câncer.
O repouso prolongado pode levar à descondicionamento físico, rigidez e cronificação da dor, sendo mais benéfico manter a atividade física leve e gradual.
Exames de imagem são indicados apenas na presença de "red flags", falha do tratamento conservador após um período adequado, ou suspeita de condições graves como fraturas, infecções ou tumores.
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