Lombalgia Inespecífica: Diagnóstico e Manejo Inicial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Uma mulher de 46 anos, trabalhadora doméstica, apresenta-se ao médico com queixa de lombalgia há 1 semana, com intensidade de 5 em 10 na escala numérica da dor, de caráter contínuo e não irradiado. Ela já apresentou quadro semelhante antes e possui indicação de uso de relaxante muscular. Diante desse quadro, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta médica adequada?

Alternativas

  1. A) Lombalgia de origem mecânico-postural; iniciar tratamento conservador.
  2. B) Lombalgia inespecífica; dispensar investigação com exames complementares. 
  3. C) Lombalgia com sinais de alerta; solicitar ressonância magnética da coluna lombossacra. 
  4. D) Lombalgia inespecífica; indicar repouso e prescrever paracetamol ou anti-inflamatório não esteroidal.

Pérola Clínica

Lombalgia inespecífica sem red flags → tratamento conservador, repouso relativo e analgesia.

Resumo-Chave

A lombalgia inespecífica é a causa mais comum de dor lombar. A ausência de sinais de alerta (red flags) permite um manejo conservador inicial, focando em analgesia, relaxamento muscular e manutenção da atividade.

Contexto Educacional

A lombalgia é uma das queixas mais frequentes na prática médica, sendo a lombalgia inespecífica (ou mecânico-postural) a causa mais comum, correspondendo a cerca de 85% dos casos. Caracteriza-se por dor na região lombar sem uma causa específica identificável por exames de imagem ou neurológicos, geralmente associada a fatores posturais ou de sobrecarga. É crucial diferenciar a lombalgia inespecífica de condições mais graves que exigem investigação imediata. O diagnóstico da lombalgia inespecífica é clínico, baseado na história e exame físico, e na ausência de "red flags" (sinais de alerta) que sugerem patologias sérias como fraturas, tumores, infecções ou síndromes neurológicas compressivas. A fisiopatologia envolve principalmente a sobrecarga de estruturas musculoesqueléticas da coluna. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor aguda ou subaguda, sem irradiação ou déficits neurológicos, e com história de episódios prévios. O tratamento da lombalgia inespecífica é predominantemente conservador. Inclui analgesia com paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), relaxantes musculares por curto período, e orientação para manter a atividade física normal ou repouso relativo, evitando o repouso absoluto prolongado. A fisioterapia e exercícios específicos são recomendados para prevenção de recorrências e fortalecimento da musculatura do core. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos pacientes apresentando melhora em poucas semanas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta (red flags) na lombalgia?

Sinais de alerta incluem febre, perda de peso inexplicada, história de câncer, déficit neurológico progressivo, trauma significativo, uso de imunossupressores ou drogas IV, e dor noturna que não melhora com repouso.

Qual a conduta inicial para lombalgia inespecífica?

A conduta inicial envolve repouso relativo, analgesia com paracetamol ou AINEs, relaxantes musculares por curto período e orientação para manter as atividades diárias o máximo possível.

Quando a ressonância magnética é indicada para lombalgia?

A ressonância magnética é indicada apenas na presença de sinais de alerta, suspeita de radiculopatia progressiva, síndrome da cauda equina, infecção, tumor ou falha do tratamento conservador após um período adequado.

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