UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Quanto a característica do cálculo urinário mais favorável para o tratamento com litotripsia extracorpórea, assinale a alternativa CORRETA.
LECO é mais eficaz para cálculos < 2 cm, idealmente 5-10 mm, não cistina, em localizações favoráveis (ureter proximal/médio, pelve renal), e com baixa densidade.
A litotripsia extracorpórea (LECO) é um método não invasivo para fragmentar cálculos urinários. Sua eficácia é otimizada para cálculos de menor tamanho (5-10 mm), menor densidade (menos de 1000 UH na TC) e em localizações que permitam boa transmissão das ondas de choque e fácil eliminação dos fragmentos, como o ureter médio.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) revolucionou o tratamento da litíase urinária, oferecendo uma opção não invasiva para a fragmentação de cálculos. Compreender os fatores que influenciam o sucesso da LECO é fundamental para a seleção adequada dos pacientes e para otimizar os resultados terapêuticos, evitando procedimentos desnecessários ou ineficazes. Este conhecimento é crucial para residentes que atuam em urologia e emergência. Os fatores mais importantes para o sucesso da LECO incluem o tamanho, a localização e a composição do cálculo, bem como sua densidade. Cálculos pequenos, idealmente entre 5 e 10 mm, apresentam as melhores taxas de fragmentação e eliminação. Cálculos maiores que 2 cm geralmente requerem múltiplas sessões ou outras modalidades de tratamento. A localização é crucial: cálculos no ureter proximal e médio, ou na pelve renal, são mais acessíveis e têm melhor prognóstico. Cálculos em cálice inferior, devido à anatomia e à gravidade, podem ter dificuldade de eliminação dos fragmentos, resultando em menor taxa de sucesso. A composição do cálculo também é determinante. Cálculos de cistina são notoriamente resistentes à fragmentação por LECO, enquanto cálculos de oxalato de cálcio monoidratado e fosfato de cálcio são mais densos e podem exigir mais energia ou sessões. A densidade, medida em Unidades Hounsfield (UH) na tomografia computadorizada, é um preditor importante: cálculos com densidade inferior a 1000 UH respondem melhor à LECO. A seleção criteriosa do paciente e do cálculo é a chave para o sucesso da LECO, garantindo a melhor abordagem terapêutica.
A LECO é mais eficaz para cálculos com diâmetro entre 5 mm e 10 mm. Cálculos maiores que 2 cm geralmente têm baixa taxa de sucesso e são melhor tratados com outros métodos, como a nefrolitotomia percutânea.
Cálculos de cistina são notoriamente resistentes à LECO. Cálculos muito densos (>1000 UH na TC) e aqueles localizados em cálice inferior (devido à dificuldade de eliminação dos fragmentos) também são menos favoráveis, com maiores taxas de falha.
A LECO é mais eficaz para cálculos localizados no ureter proximal e médio, onde a transmissão das ondas de choque é mais eficiente e a eliminação dos fragmentos é facilitada. Cálculos no ureter distal podem ser tratados, mas a ureteroscopia pode ser preferível.
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