UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 35 anos de idade, chega ao PS, com história de dor lombar à esquerda com início súbito e de forte intensidade (9-10). Ao exame físico: afebril, hidratada, sinal de Giordano presente à esquerda. Exames laboratoriais: leucograma normal, PCR normal, função renal normal e exame de urina sem leucocitose, mas com hematúria (> 1 milhão de hemácias). Tomografia computadorizada: cálculo de 4 mm na junção ureterovesical, com hidronefrose leve. Após analgesia, a paciente refere melhora da dor, mas mantém quadro de hematúria leve. Qual é a melhor conduta?
Cálculo ureteral < 5mm + dor controlada → terapia expulsiva medicamentosa.
Cálculos ureterais pequenos (< 5-6 mm) na junção ureterovesical, com dor controlada e sem sinais de infecção ou obstrução grave, geralmente são tratados com terapia expulsiva medicamentosa (TEM) para facilitar a passagem espontânea.
A litíase urinária, ou nefrolitíase, é uma condição comum que se manifesta principalmente por cólica renal, uma dor súbita e intensa na região lombar que pode irradiar para o abdome ou genitália. É uma das emergências urológicas mais frequentes, afetando cerca de 10-15% da população em algum momento da vida. O diagnóstico é baseado na clínica, exame físico (sinal de Giordano positivo) e exames complementares como a tomografia computadorizada, que é o padrão-ouro para identificar e caracterizar os cálculos. O manejo inicial da cólica renal visa o alívio da dor com analgésicos potentes (AINEs e opioides). Após o controle da dor, a conduta subsequente depende do tamanho, localização do cálculo e presença de complicações. Cálculos ureterais menores que 5-6 mm, especialmente aqueles localizados na porção distal do ureter (como na junção ureterovesical), têm alta probabilidade de passagem espontânea. Nesses casos, a terapia expulsiva medicamentosa (TEM), que inclui alfa-bloqueadores (como a tansulosina) para relaxar a musculatura lisa ureteral e facilitar a expulsão, é a melhor conduta. É crucial monitorar o paciente para sinais de infecção, obstrução refratária ou piora da função renal, que indicariam a necessidade de intervenção urológica mais invasiva, como ureteroscopia ou nefrostomia.
Para cálculos pequenos (< 5-6 mm) e dor controlada, a terapia expulsiva medicamentosa com alfa-bloqueadores (como tansulosina) e analgésicos é a conduta inicial, visando a passagem espontânea.
Sinais de alerta incluem dor refratária à analgesia, febre ou sinais de infecção urinária, insuficiência renal aguda, obstrução bilateral ou em rim único, e cálculos maiores que 10mm.
A hematúria é um achado clássico da litíase urinária, causada pela lesão da mucosa do trato urinário pelo cálculo em sua passagem ou impactação, resultando em sangramento.
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