HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
“AMH, 54 anos, relata dor lombar à E de média intensidade de início há 6 hs, irradiação para flanco E que melhorou após analgesia no pronto socorro. Nega febre, disúria e polaciúria. Foi realizada TC que detectou cálculo de 4 mm em ureter inferior com sinais leves de ureterohidronefrose”. JUY, 45 anos, também foi atendida no mesmo dia, 3° vez que procura o pronto socorro nos últimos dias, com quadro de dor abdominal há 8 dias, refratária a medicação analgésica. Foi realizado TC e detectou cálculo de 12 mm em ureter proximal.” Qual a melhor conduta para os casos de AMH e JUY, respectivamente?
Cálculo ureteral < 5mm e dor controlada → manejo expectante; > 10mm ou dor refratária → intervenção (ureterolitotripsia).
Cálculos ureterais pequenos (< 5mm) e com dor controlada podem ser manejados de forma expectante, pois a chance de eliminação espontânea é alta. Cálculos maiores (> 10mm) ou com dor refratária, infecção ou obstrução significativa requerem intervenção ativa, como ureterolitotripsia.
A litíase urinária é uma condição comum que causa dor intensa e requer manejo adequado para evitar complicações. A conduta para cálculos ureterais depende de diversos fatores, incluindo tamanho, localização, sintomas e presença de complicações. É crucial que o residente saiba diferenciar os casos que se beneficiam de manejo expectante daqueles que exigem intervenção ativa. No caso de AMH, o cálculo é pequeno (4 mm) e localizado no ureter inferior. A dor melhorou com analgesia, e não há sinais de febre ou disúria, indicando ausência de infecção. Cálculos menores que 5 mm, especialmente no ureter distal, têm alta taxa de eliminação espontânea. Portanto, o manejo expectante com analgesia e acompanhamento é a conduta mais apropriada. Já JUY apresenta um cálculo maior (12 mm) no ureter proximal e dor refratária à analgesia por 8 dias, além de ser a terceira vez no pronto-socorro. Um cálculo de 12 mm no ureter proximal tem baixa probabilidade de eliminação espontânea e a dor refratária indica falha do manejo conservador. A ureterolitotripsia é a opção mais eficaz para cálculos ureterais maiores, especialmente no ureter proximal, onde a LEOC pode ter menor taxa de sucesso e a nefrolitotripsia percutânea é mais invasiva e geralmente reservada para cálculos renais grandes.
Os fatores incluem tamanho do cálculo, localização (ureter proximal, médio ou distal), intensidade da dor, presença de infecção, hidronefrose, falha no manejo expectante e comorbidades do paciente.
O manejo expectante é apropriado para cálculos menores que 5-6 mm, localizados no ureter distal, com dor controlada, sem sinais de infecção ou obstrução grave, e sem comorbidades que contraindiquem a espera.
A ureterolitotripsia é um procedimento endoscópico que utiliza um ureteroscópio para fragmentar e remover o cálculo diretamente. A LEOC é um método não invasivo que usa ondas de choque para fragmentar o cálculo, sendo mais eficaz para cálculos renais ou ureterais proximais menores.
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