UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 45 anos, cozinheira industrial, apresenta dores em flanco esquerdo, de forte intensidade, em cólica, irradiando para abdome anterior, acompanhada de náuseas e vômitos há 1 dia. Nega febre e queixas urinárias. AP: hipotireoidismo, HAS, DM tipo 2 e dislipidemia. AF: litíase urinária. Estabelecida a hipótese diagnóstica de litíase urinária,
Cólica renal sem complicação → Analgesia imediata, exames de imagem ambulatoriais.
Em casos de cólica renal aguda sem sinais de complicação (como febre, infecção, anúria ou insuficiência renal), a prioridade inicial é o alívio da dor com analgesia eficaz. A investigação por imagem, embora fundamental para confirmar o diagnóstico e planejar o manejo, pode ser realizada ambulatorialmente, com ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
A litíase urinária, ou urolitíase, é uma condição comum caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário, que podem causar dor intensa, conhecida como cólica renal. A cólica renal é tipicamente uma dor em flanco, de forte intensidade, em cólica, que irradia para o abdome anterior, virilha ou genitália, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. A prevalência é alta, com fatores de risco que incluem histórico familiar, desidratação, dieta e certas condições metabólicas. O diagnóstico da litíase urinária é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A investigação por imagem é crucial para confirmar a presença, localização, tamanho e número dos cálculos, além de avaliar a presença de hidronefrose. A ultrassonografia de vias urinárias é frequentemente o exame inicial devido à sua disponibilidade, baixo custo e ausência de radiação, sendo eficaz para detectar hidronefrose e cálculos proximais. A tomografia computadorizada (TC) helicoidal sem contraste é considerada o padrão-ouro, detectando cálculos de todos os tipos e tamanhos com alta sensibilidade e especificidade. O manejo inicial da cólica renal visa o alívio da dor, sendo os AINEs a primeira linha de tratamento, seguidos por opioides se necessário. Em casos não complicados (sem febre, infecção, anúria ou insuficiência renal), a investigação por imagem e o manejo podem ser realizados ambulatorialmente. A intervenção urológica é indicada para cálculos grandes, obstrutivos, associados à infecção, dor refratária ou insuficiência renal. A prevenção de recorrências envolve modificações dietéticas e, em alguns casos, terapia medicamentosa específica.
A conduta inicial é o alívio da dor, geralmente com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou opioides, dependendo da intensidade. Hidratação adequada e antieméticos também podem ser necessários. A investigação diagnóstica por imagem segue após o controle da dor.
A TC sem contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico de litíase urinária, sendo superior ao ultrassom e raio-X na detecção de cálculos de todos os tipos e tamanhos. É especialmente indicada em casos de dúvida diagnóstica, cálculos complexos, suspeita de complicações (infecção, obstrução grave) ou quando a ultrassonografia é inconclusiva.
Sinais de alarme incluem febre com calafrios (sugerindo pielonefrite obstrutiva), anúria ou oligúria (especialmente em rim único ou bilateral), dor intratável, e insuficiência renal aguda. Nesses casos, a desobstrução urinária urgente é necessária.
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