UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 35 anos apresenta dor lombar intensa, súbita e de início agudo, irradiando para o flanco e região inguinal, associada a náuseas e vômitos. Ele chega ao pronto-socorro sem febre, mas com hematúria macroscópica e sinais de hidronefrose ao ultrassom. A tomografia computadorizada sem contraste revelou a presença de um cálculo ureteral de 6 mm próximo à junção ureterovesical. Qual seria o manejo inicial mais apropriado para este paciente, considerando que ele não apresenta sinais de infecção ou outras complicações graves?
Cálculo ureteral < 10mm, sem infecção/obstrução grave → tratamento conservador com analgesia e hidratação.
Cálculos ureterais menores que 10 mm, especialmente os distais e sem sinais de infecção ou obstrução grave com comprometimento renal, têm alta chance de expulsão espontânea. O manejo inicial foca no controle da dor com analgésicos e anti-inflamatórios, hidratação adequada e monitoramento, podendo-se considerar terapia expulsiva médica.
A litíase ureteral, ou cólica renal, é uma condição comum e extremamente dolorosa, caracterizada pela presença de cálculos no trato urinário. O manejo inicial depende de fatores como o tamanho do cálculo, sua localização, a presença de infecção, a intensidade da dor e o grau de obstrução. A tomografia computadorizada sem contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico e avaliação. Para cálculos ureterais menores que 10 mm, especialmente aqueles localizados no ureter distal e sem sinais de infecção ou obstrução grave que ameace a função renal, o tratamento conservador é frequentemente a abordagem inicial. Este manejo visa aliviar a dor intensa, que é o sintoma mais proeminente, e facilitar a expulsão espontânea do cálculo. A analgesia pode ser feita com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, se necessário, opioides. A hidratação adequada é incentivada. A terapia expulsiva médica, utilizando alfa-bloqueadores como a tansulosina, pode ser considerada para cálculos distais de 5-10 mm, pois relaxa a musculatura lisa do ureter e pode acelerar a passagem do cálculo. O paciente deve ser monitorado para a expulsão do cálculo e reavaliado clinicamente e por imagem para garantir a resolução da obstrução e prevenir complicações como infecção ou deterioração da função renal. Intervenções mais invasivas são reservadas para casos de falha do tratamento conservador, dor refratária, infecção ou obstrução significativa.
Cálculos ureterais com diâmetro inferior a 5 mm têm uma alta taxa de expulsão espontânea (cerca de 80%), enquanto aqueles entre 5 mm e 10 mm ainda podem ser expelidos, mas com menor probabilidade e maior tempo.
Os pilares incluem analgesia adequada (AINEs, opioides), hidratação oral para promover o fluxo urinário e, em alguns casos, terapia expulsiva médica com alfa-bloqueadores (como tansulosina) para relaxar a musculatura lisa ureteral.
A intervenção é indicada em casos de cálculos maiores que 10 mm, dor intratável, obstrução persistente com comprometimento da função renal, infecção associada (pielonefrite obstrutiva) ou falha da terapia conservadora.
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