HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Antônio 35 anos, chega ao pronto socorro com queixa de dor lombar esquerda de intensidade 10/10 iniciada há 9 horas que vem apresentando piora progressiva, e irradiou-se para região escrotal e face interna da coxas ipslaterais. Apresentou dois episódios de vômitos e hematúria macroscópica. Nega febre. A dor permanece apesar do uso de analgesia opioide. Ao exame, apresenta temperatura 36,4°C, PA. 130x75 mmHg, pulso 90bpm, fr 14 irpm, abdômen plano, flácido, indolor, Giordano negativo. Realizou exames laboratoriais: hemograma normal, creatinina 0,8 mg/dL, PCR 31 mg/L, sumário de urina com incontáveis hemácias. Realizou tomografia computadorizada de abdômen que mostrou cálculo ureteral à esquerda medindo 0,4cm, causando moderada Uretero hidronefrose amontante. Diante deste quadro, qual a melhor conduta:
Cálculo ureteral < 0,5 cm com hidronefrose moderada e dor controlada → terapia medicamentosa expulsiva inicial.
Em casos de litíase ureteral com cálculo pequeno (< 0,5 cm), sem sinais de infecção ou obstrução grave/refratária, a terapia medicamentosa expulsiva (TME) é a conduta inicial preferencial. Ela visa facilitar a passagem espontânea do cálculo, aliviando a dor e evitando procedimentos invasivos desnecessários. A hidronefrose moderada e a dor controlada, apesar da intensidade inicial, reforçam essa abordagem.
A litíase ureteral, ou cálculo renal no ureter, é uma condição comum que causa dor intensa (cólica renal), hematúria e, por vezes, náuseas e vômitos. A epidemiologia mostra uma prevalência crescente, afetando principalmente adultos jovens e de meia-idade. É uma das principais causas de atendimento em pronto-socorro, e seu manejo adequado é fundamental para aliviar o sofrimento do paciente e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve a formação de cristais na urina que se agregam, formando cálculos. Quando um cálculo migra para o ureter, pode causar obstrução e distensão do sistema coletor, levando à dor característica. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (Giordano positivo, embora possa ser negativo em cálculos distais) e exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada sem contraste o padrão-ouro. A presença de hidronefrose indica obstrução, e seu grau é importante para a decisão terapêutica. Cálculos menores que 0,5 cm têm alta chance de passagem espontânea. O tratamento inicial da litíase ureteral depende do tamanho do cálculo, localização, intensidade da dor e presença de complicações. Para cálculos pequenos (< 0,5 cm) e sem sinais de infecção ou obstrução grave, a terapia medicamentosa expulsiva (TME) é a conduta de escolha, utilizando alfa-bloqueadores para relaxar o ureter e analgésicos para controle da dor. A internação e procedimentos invasivos são reservados para casos de dor refratária, infecção, insuficiência renal ou cálculos maiores. Residentes devem estar aptos a diferenciar os casos que se beneficiam da TME daqueles que necessitam de intervenção urológica imediata.
A terapia medicamentosa expulsiva (TME) é indicada para cálculos ureterais pequenos, geralmente menores que 0,5 cm, sem sinais de infecção, obstrução grave ou dor refratária. Ela visa facilitar a passagem espontânea do cálculo, utilizando medicamentos como alfa-bloqueadores (ex: tansulosina) e anti-inflamatórios.
Os principais medicamentos são os alfa-bloqueadores, como a tansulosina, que relaxam a musculatura lisa do ureter, facilitando a passagem do cálculo. Analgésicos (AINEs e opioides) são usados para controle da dor, e antieméticos para náuseas e vômitos associados à cólica renal.
Intervenções mais invasivas são necessárias em casos de cálculos grandes (> 1 cm), dor refratária à analgesia, hidronefrose progressiva com comprometimento renal, sinais de infecção (pielonefrite obstrutiva) ou quando a TME falha após um período de observação. Nestas situações, procedimentos como cateter duplo J ou ureterorrenolitotripsia podem ser indicados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo