UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente, de 35 anos, apresenta dor lombar intensa, súbita e de início agudo, irradiando para o flanco e região inguinal, associada a náuseas e vômitos. Ele chega ao pronto-socorro sem febre, mas com hematúria macroscópica e sinais de hidronefrose ao ultrassom. A tomografia computadorizada sem contraste revelou a presença de um cálculo ureteral de 6 mm próximo à junção ureterovesical. Qual seria o manejo inicial mais apropriado para este paciente, considerando que ele não apresenta sinais de infecção ou outras complicações graves?
Cálculo < 10mm + Estável + Sem infecção → Manejo ambulatorial (Analgesia + Terapia Expulsiva).
Cálculos ureterais menores que 10 mm em pacientes sem sinais de sepse, rim único ou insuficiência renal podem ser observados para eliminação espontânea.
A litíase urinária é uma emergência urológica comum. A tomografia computadorizada sem contraste é o padrão-ouro para diagnóstico e mensuração do cálculo. A localização (ureter proximal vs distal) e o tamanho são os principais preditores de eliminação. O manejo inicial foca no controle da dor com AINEs (preferenciais) e opioides se necessário. Se o paciente estiver estável, a conduta expectante por 4 a 6 semanas é segura e recomendada pelas diretrizes internacionais.
Cálculos menores que 5 mm têm cerca de 70-90% de chance de eliminação espontânea. Cálculos entre 5 mm e 10 mm têm taxas menores (cerca de 50%), mas ainda permitem tentativa de manejo conservador se não houver complicações.
As indicações absolutas incluem: obstrução associada a infecção (febre/sepse), insuficiência renal aguda, rim único obstruído ou dor intratável apesar de analgesia otimizada.
Consiste no uso de alfa-bloqueadores (como a Tansulosina) para relaxar a musculatura lisa do ureter distal, facilitando a passagem do cálculo e reduzindo episódios de dor.
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