Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Paciente submetida à colecistectomia há quatro meses, apresenta episódios de dor em hipocôndrio direito, febre, calafrios e icterícia flutuante. O diagnóstico mais provável é:
Dor HD + febre + icterícia flutuante pós-colecistectomia → Litíase residual de colédoco (colangite).
A tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia) em um paciente pós-colecistectomia, especialmente com icterícia flutuante, é altamente sugestiva de litíase residual de colédoco, que pode levar a episódios de colangite. A icterícia flutuante ocorre devido à migração intermitente do cálculo.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas não está isenta de complicações. A síndrome pós-colecistectomia engloba uma série de sintomas que podem surgir após a remoção da vesícula biliar, sendo a litíase residual de colédoco uma das causas mais importantes e potencialmente graves. A apresentação clínica de dor em hipocôndrio direito, febre, calafrios e icterícia flutuante, mesmo meses após a colecistectomia, é altamente sugestiva de litíase residual no ducto biliar comum, levando a episódios de colangite. A icterícia flutuante é um achado chave, indicando uma obstrução intermitente causada pela migração do cálculo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações graves como sepse biliar. A investigação geralmente envolve exames de imagem como ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e, frequentemente, a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) para diagnóstico e tratamento.
Os sintomas clássicos da colangite aguda são a Tríade de Charcot: dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Em casos graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, com adição de hipotensão e alteração do estado mental.
A icterícia é flutuante porque o cálculo pode se mover intermitentemente, obstruindo e desobstruindo parcialmente o ducto biliar comum, causando variações nos níveis de bilirrubina e nos sintomas.
A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, mas a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) são mais definitivas para confirmar a presença de cálculos no colédoco.
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