INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem de 46 anos vai ao pronto-socorro com queixa de dor em cólica de forte intensidade na região lombar direita, com irradiação para flanco e fossa ilíaca direita há 12 horas, levando-o à incapacidade laboral. Ele refere que já apresentou alguns episódios semelhantes, com várias ocorrências de vômitos, e que fez uso de chás caseiros para tratamento. Ele nega disúria e polaciúria. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral com fácies de dor, sudorese profusa, mucosas desidratadas (1+/4+), temperatura de 36,5°C, frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 × 80 mmHg, pulmões limpos e bulhas rítmicas e normofonéticas. Ao exame físico do abdome, apresenta dor à palpação de flanco direito e sinal de Giordano positivo à direita. Nos exames complementares, tem-se hemograma sem alterações. Em rotina de urina, constata-se urina turva, ausência de nitritos, presença de leucócitos, 10.000/mL, e presença de hemácias, de 50.000/mL.Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico da doença e o tratamento adequado para esse paciente.
Dor lombar em cólica com irradiação para flanco/fossa ilíaca + Giordano positivo + hematúria = Litíase renal. Tratamento inicial: analgesia e hidratação.
O quadro clínico de dor lombar em cólica de forte intensidade, com irradiação para flanco e fossa ilíaca, associado a sudorese, náuseas/vômitos, Giordano positivo e hematúria microscópica na urina, é altamente sugestivo de litíase renal. O tratamento inicial para um episódio agudo sem sinais de complicação é o manejo da dor e a hidratação.
A litíase renal, ou cálculo renal, é uma condição urológica comum caracterizada pela formação de concreções sólidas no trato urinário. A manifestação mais dramática é a cólica nefrética, uma dor intensa e incapacitante que leva muitos pacientes ao pronto-socorro. A prevalência da doença tem aumentado, e a recorrência é comum, tornando o manejo adequado crucial para a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico da litíase renal é primariamente clínico, baseado na história de dor em cólica de forte intensidade na região lombar, com irradiação característica para o flanco, fossa ilíaca, e por vezes para a genitália. O exame físico pode revelar dor à palpação do flanco e sinal de Giordano positivo. Exames complementares como a urinálise frequentemente mostram hematúria (micro ou macroscópica) e, em alguns casos, leucocitúria estéril. A tomografia computadorizada de abdome e pelve sem contraste é o padrão-ouro para confirmar a presença, localização e tamanho do cálculo. O tratamento inicial de um episódio agudo de cólica renal foca no alívio da dor com analgésicos (AINEs e opioides) e na hidratação. A maioria dos cálculos menores (<5 mm) é eliminada espontaneamente. Cálculos maiores ou aqueles associados a complicações (infecção, obstrução renal grave, dor refratária) podem necessitar de intervenção urológica, como litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), ureteroscopia ou nefrolitotomia percutânea.
A cólica renal é caracterizada por dor súbita e intensa na região lombar, que pode irradiar para o flanco, abdome inferior, genitália ou face interna da coxa. Frequentemente, é acompanhada por náuseas, vômitos, sudorese e agitação psicomotora.
A conduta inicial foca no alívio da dor com analgésicos potentes (AINEs e/ou opioides) e na hidratação adequada. Exames de imagem (tomografia computadorizada sem contraste) são importantes para confirmar o diagnóstico, localizar o cálculo e avaliar possíveis complicações.
Embora ambas possam causar dor lombar, a pielonefrite geralmente cursa com febre alta, calafrios e sintomas disúricos proeminentes, além de leucocitúria e nitritos positivos na urina. A litíase renal, por sua vez, é marcada pela dor em cólica intensa e hematúria, com febre sendo um sinal de complicação (infecção associada à obstrução).
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