INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Homem de 36 anos vai ao pronto-socorro com queixa de dor em cólica de forte intensidade na região lombar direita, com irradiação para flanco e fossa ilíaca direita há 12 horas. Ele refere que já teve alguns episódios semelhantes, com várias ocorrências de vômitos. Nega disúria ou polaciúria. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral com fácies de dor, sudorese profusa, mucosas desidratadas (1+/4+), temperatura de 36,5ºC, frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, pulmões limpos e bulhas rítmicas e normofonéticas. Ao exame físico do abdome, apresenta dor à palpação de flanco direito e sinal de Giordano à direita. Nos exames complementares, hemograma sem alterações. Em rotina de urina, constata-se urina turva, ausência de nitritos, presença de leucócitos, 10.000/mL, e presença de hemácias, de 50.000/mL. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico da doença e a conduta inicial adequada para esse paciente.
Cólica renal → dor lombar irradiada, Giordano +, hematúria. Conduta inicial = analgesia + hidratação.
A cólica renal é caracterizada por dor intensa, geralmente em flanco, com irradiação e sinais como Giordano positivo e hematúria na urinálise. A ausência de febre e nitritos, apesar da leucocitúria leve, afasta infecção urinária complicada como diagnóstico primário. O manejo inicial foca no alívio da dor e hidratação.
A litíase renal, ou nefrolitíase, é uma condição comum caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário, afetando uma parcela significativa da população. É uma das causas mais frequentes de dor aguda no pronto-socorro, sendo crucial para residentes o reconhecimento rápido e o manejo adequado para evitar complicações e aliviar o sofrimento do paciente. O diagnóstico da litíase renal baseia-se na história clínica de dor em cólica, com irradiação característica, e no exame físico, que pode revelar sinal de Giordano positivo. A urinálise tipicamente mostra hematúria, podendo haver leucocitúria reacional. Exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, são essenciais para confirmar a presença, tamanho e localização do cálculo. O tratamento inicial da cólica renal foca no controle da dor com analgésicos potentes (AINEs são frequentemente a primeira escolha, se não houver contraindicações) e na hidratação. A maioria dos cálculos pequenos (<5mm) é eliminada espontaneamente. A avaliação da necessidade de intervenção urológica (litotripsia, ureteroscopia) depende do tamanho do cálculo, localização, presença de obstrução e falha no tratamento conservador.
A cólica renal manifesta-se com dor lombar intensa em cólica, que irradia para flanco, abdome inferior ou genitália, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e sudorese. O sinal de Giordano é comum.
A conduta inicial envolve analgesia potente (AINEs ou opioides), hidratação venosa se houver desidratação ou vômitos, e exames complementares como urinálise e exames de imagem para confirmar o diagnóstico e avaliar complicações.
A cólica renal tipicamente apresenta hematúria e ausência de febre ou nitritos na urinálise, enquanto a infecção urinária complicada cursa com febre, calafrios, disúria e nitritos positivos, além de leucocitúria mais pronunciada.
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