FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2022
Os cálculos biliares podem ser formados, predominantemente, de colesterol ou pigmentados. A alternativa que contém fatores de risco relacionados à litíase biliar é
Fatores de risco para litíase biliar incluem 4 F's (Female, Forty, Fertile, Fat), anemia hemolítica, perda de peso rápida e uso de estrogênios.
A litíase biliar é multifatorial. Cálculos de colesterol são mais comuns e associados a obesidade, sexo feminino, gravidez, uso de estrogênios e perda de peso rápida. Cálculos pigmentados estão ligados a doenças hemolíticas crônicas (ex: anemia falciforme) e cirrose.
A litíase biliar, ou colelitíase, é uma condição comum caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar. Esses cálculos podem ser predominantemente de colesterol (80%) ou pigmentados (20%). A compreensão dos fatores de risco é essencial para a prevenção e o manejo. Os fatores de risco para cálculos de colesterol incluem os "4 F's": Female (sexo feminino), Forty (idade > 40 anos), Fertile (multíparas, uso de estrogênios, contraceptivos orais) e Fat (obesidade, perda ponderal rápida). Outros fatores são diabetes mellitus, dislipidemia, doença de Crohn e nutrição parenteral prolongada. Os cálculos pigmentados estão associados a doenças hemolíticas crônicas (ex: anemia falciforme, talassemia), cirrose hepática e infecções biliares. O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal. O tratamento varia desde o acompanhamento assintomático até a colecistectomia em casos sintomáticos ou com complicações. A identificação dos fatores de risco permite aconselhamento e, em alguns casos, modificação do estilo de vida ou profilaxia.
Os cálculos podem ser de colesterol (mais comuns, associados a obesidade, sexo feminino, gravidez, estrogênios, perda de peso rápida) ou pigmentados (associados a doenças hemolíticas crônicas como anemia falciforme, cirrose e infecções biliares).
A perda de peso rápida, especialmente após cirurgia bariátrica ou dietas restritivas, aumenta a mobilização de colesterol dos tecidos e a secreção biliar de colesterol, além de diminuir a motilidade da vesícula biliar, favorecendo a formação de cálculos.
Os contraceptivos orais contêm estrogênios, que aumentam a secreção de colesterol na bile e reduzem a motilidade da vesícula biliar, fatores que promovem a supersaturação da bile e a formação de cálculos de colesterol.
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