PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Um bebê de 2,347 kg nasceu com 35 semanas de gestação. Sua mãe realizou o pré- natal e afirmou não ter tido problemas. Sua temperatura mais alta durante o trabalho de parto foi de 38 graus. O líquido amniótico tinha uma aparência acastanhada. Ao nascimento, o lactente apresentou exantema pustular eritematoso difuso, palidez, recusa da alimentação, taquipneia e cianose. O hemograma completo indicou monocitose acentuada. Ele foi a óbito quatro horas após o nascimento. O diagnóstico provável é:
RN prematuro, febre materna, LA meconial, exantema pustular, monocitose → Listeriose congênita.
A listeriose congênita é uma infecção grave, frequentemente associada à prematuridade e óbito neonatal precoce. O quadro clínico de exantema pustular, sepse e monocitose acentuada, em um contexto de febre materna e líquido amniótico alterado, é altamente sugestivo de infecção por Listeria monocytogenes.
A listeriose congênita é uma infecção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que pode ser adquirida pela gestante através da ingestão de alimentos contaminados. A infecção materna geralmente é assintomática ou se manifesta com sintomas leves e inespecíficos, como febre e mialgia, mas pode levar a bacteremia e, consequentemente, à transmissão transplacentária para o feto. Esta infecção é uma causa importante de aborto, parto prematuro e óbito neonatal. No recém-nascido, a listeriose congênita pode se manifestar de duas formas principais: uma forma de início precoce, que se assemelha à sepse neonatal grave, e uma forma de início tardio, que se manifesta como meningite. A forma precoce, como descrita na questão, é caracterizada por prematuridade, desconforto respiratório, exantema pustular ou papular difuso (granulomatose infantisséptica), hepatoesplenomegalia e alta mortalidade. Achados como líquido amniótico meconial e febre materna durante o trabalho de parto são pistas importantes. O diagnóstico é confirmado pelo isolamento da Listeria monocytogenes de culturas de sangue, líquido cefalorraquidiano ou outros fluidos corporais do neonato. O tratamento é feito com antibióticos, sendo a ampicilina a droga de escolha, muitas vezes combinada com gentamicina. A suspeita clínica precoce é vital, dada a gravidade da doença e a alta taxa de mortalidade.
A listeriose congênita pode se apresentar como sepse neonatal precoce grave, com prematuridade, desconforto respiratório, exantema pustular ou papular, palidez, hepatoesplenomegalia e óbito precoce. A forma mais grave é a granulomatose infantisséptica.
A transmissão ocorre principalmente por via transplacentária, quando a mãe ingere alimentos contaminados. A bactéria pode causar bacteremia materna e atravessar a placenta, infectando o feto.
A monocitose acentuada no hemograma do recém-nascido é um achado laboratorial característico e importante que sugere listeriose, diferenciando-a de outras causas de sepse neonatal, onde neutrofilia ou neutropenia são mais comuns.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo