Notificação Compulsória Imediata: Critérios e Doenças

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016

Enunciado

Um médico de família, ao final do turno de atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, observou terem sido atendidos 12 pacientes, com as seguintes ocorrências: HIV/AIDS em adulto; varicela em criança sem gravidade; violência doméstica; intoxicação por agrotóxico; mordedura em mão por cão desconhecido; picada de escorpião; hanseníase; sífilis primária em adulto; toxoplasmose gestacional; acidente de trabalho em técnica de enfermagem da Unidade por perfuração com agulha descartada; coqueluche em adulto; doença aguda pelo vírus zika. Desses casos, aqueles de notificação compulsória imediata, em menos de 24 horas, são

Alternativas

  1. A) HIV/AIDS em adulto; varicela em criança sem gravidade; hanseníase.
  2. B) intoxicação por agrotóxico; doença aguda pelo vírus zika; toxoplasmose gestacional.
  3. C) picada de escorpião; mordedura em mão por cão desconhecido; coqueluche em adulto.
  4. D) sífilis primária em adulto; violência doméstica; acidente de trabalho com exposição a material biológico.

Pérola Clínica

Acidentes por animais peçonhentos e coqueluche → Notificação compulsória imediata (24h).

Resumo-Chave

A notificação imediata visa o bloqueio de transmissão ou intervenção rápida. Inclui acidentes graves por animais peçonhentos e doenças respiratórias sob vigilância específica.

Contexto Educacional

A Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública é definida pelo Ministério da Saúde e periodicamente atualizada. Ela se divide basicamente em notificação imediata (até 24 horas) e notificação semanal. A notificação imediata é obrigatória para eventos que representam risco iminente à saúde pública, exigindo ações rápidas de bloqueio, como surtos de doenças respiratórias ou acidentes com potencial de gravidade imediata. No contexto da atenção primária, o médico deve estar atento para diferenciar agravos crônicos (como Sífilis e Hanseníase) de situações agudas. Acidentes por animais peçonhentos e mordeduras de animais suspeitos de raiva são exemplos clássicos de notificação que não pode esperar o fechamento do boletim semanal, dada a necessidade de intervenção profilática ou terapêutica urgente.

Perguntas Frequentes

Quais animais peçonhentos exigem notificação imediata?

De acordo com a lista nacional, acidentes por animais peçonhentos (como escorpiões, aranhas e serpentes) devem ser notificados imediatamente (em até 24 horas) às autoridades de saúde locais. Isso permite o monitoramento da distribuição de soros antipeçonhentos e a análise epidemiológica da gravidade dos casos na região, garantindo que o suporte terapêutico esteja disponível onde há maior incidência.

Por que a coqueluche em adultos é notificação imediata?

A coqueluche é uma doença de alta transmissibilidade respiratória. A notificação imediata em adultos é crucial para a identificação precoce de surtos e para a implementação de medidas de bloqueio vacinal e quimioprofilaxia em contatos próximos, especialmente para proteger lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal primário, grupo no qual a doença apresenta maior letalidade.

Qual a diferença entre notificação imediata e semanal?

A notificação imediata deve ser feita em até 24 horas após a suspeita clínica, visando intervenções rápidas de controle. Já a notificação semanal permite um prazo de até 7 dias e é reservada para doenças crônicas ou de evolução mais lenta, como Hanseníase e HIV/AIDS, onde o foco é o monitoramento epidemiológico de longo prazo e a vinculação ao tratamento.

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