HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Mulher, 35 anos, tabagista e hipertensa, com história de tromboembolismo arterial há 2 anos, em uso de lisinopril 10 mg/dia, metoprolol 50 mg/dia, ácido acetilsalicílico 100 mg/dia e bupropiona 150 mg/dia. Em consulta ambulatorial de rotina, sem queixas, mantendo exames de controle de fatores de risco normais. Informa que deseja engravidar nos próximos 6 meses. Qual dos medicamentos em uso é contraindicado para mulheres que desejam engravidar?
IECA (Lisinopril) é contraindicado na gravidez → risco de teratogenia e toxicidade fetal.
O Lisinopril é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) e é contraindicado na gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido ao risco de malformações fetais (teratogenia) e toxicidade fetal, como oligodrâmnio, anúria neonatal, hipotensão e insuficiência renal. Mulheres que desejam engravidar devem ter o IECA substituído por um anti-hipertensivo seguro na gestação.
O planejamento pré-concepcional é um momento crítico para mulheres em idade fértil com doenças crônicas, como hipertensão, que desejam engravidar. A revisão da farmacoterapia é essencial para identificar e substituir medicamentos que possam ser teratogênicos ou prejudiciais ao feto. Nesse contexto, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o Lisinopril, são categoricamente contraindicados na gravidez. A exposição fetal a IECA, especialmente no segundo e terceiro trimestres, está associada a sérios riscos, incluindo oligodrâmnio, anúria neonatal, hipotensão fetal, insuficiência renal e hipoplasia pulmonar. A fisiopatologia envolve a interferência no sistema renina-angiotensina-aldosterona fetal, essencial para o desenvolvimento renal. Portanto, ao identificar uma paciente em uso de Lisinopril que deseja engravidar, a conduta imediata é a substituição por um anti-hipertensivo seguro na gestação, como metildopa, labetalol ou nifedipino. Este ajuste deve ser feito antes da concepção para garantir a segurança fetal e otimizar o controle da hipertensão materna durante a gravidez.
O Lisinopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), é contraindicado na gravidez, especialmente a partir do segundo trimestre, devido ao risco de toxicidade fetal. Pode causar oligodrâmnio, anúria neonatal, hipotensão, insuficiência renal e malformações congênitas, como hipoplasia pulmonar e deformidades esqueléticas.
Para mulheres grávidas ou que desejam engravidar, alternativas seguras para o tratamento da hipertensão incluem metildopa, labetalol, nifedipino e hidralazina. A escolha depende das características individuais da paciente e da gravidade da hipertensão.
O planejamento pré-concepcional é crucial para mulheres com doenças crônicas, como hipertensão, pois permite a revisão e ajuste de medicações que podem ser teratogênicas ou prejudiciais à gestação. Isso otimiza a saúde materna e fetal, minimizando riscos e garantindo uma gravidez mais segura.
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