Meningite Viral: Análise do Líquor e Achados Chave

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Nas meningites virais, a análise do líquor revela:

Alternativas

  1. A) Glicorraquia diminuída.
  2. B) Contagem de proteína normal ou discretamente elevada.
  3. C) Predomínio de neutrófilos.
  4. D) Aspecto turvo.
  5. E) Glicorraquia elevada.

Pérola Clínica

Meningite viral (LCR): pleocitose linfocitária, glicorraquia normal, proteína normal/discretamente ↑.

Resumo-Chave

Na meningite viral, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de linfócitos, glicorraquia normal (diferente da bacteriana) e proteinorraquia normal ou levemente elevada. O aspecto geralmente é claro, não turvo.

Contexto Educacional

A análise do líquor (LCR) é um pilar fundamental no diagnóstico diferencial das meningites, permitindo distinguir entre etiologias virais, bacterianas, fúngicas e outras. Na meningite viral, também conhecida como meningite asséptica, os agentes mais comuns são os enterovírus. A compreensão dos achados liquóricos é essencial para a conduta clínica e para evitar tratamentos desnecessários ou inadequados. Fisiopatologicamente, a resposta inflamatória à infecção viral no espaço subaracnoide leva a alterações específicas no LCR. Os achados típicos incluem uma pleocitose (aumento do número de células) que, após as primeiras horas, é predominantemente linfocitária (mononuclear). A glicorraquia (nível de glicose no LCR) geralmente permanece normal, pois os vírus não consomem glicose como as bactérias. A proteinorraquia (nível de proteína no LCR) pode ser normal ou discretamente elevada, raramente atingindo os níveis muito altos observados nas meningites bacterianas. O aspecto do líquor é geralmente claro, ao contrário do turvo na bacteriana. O tratamento da meningite viral é geralmente de suporte, uma vez que a maioria dos casos é autolimitada. O prognóstico é bom, com recuperação completa na maioria dos pacientes. A diferenciação precisa com a meningite bacteriana é vital, pois esta última requer tratamento antibiótico imediato e agressivo para evitar sequelas graves ou óbito. A interpretação cuidadosa do LCR, em conjunto com o quadro clínico, guia a decisão terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos do líquor na meningite viral?

Na meningite viral, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de linfócitos (embora possa haver neutrófilos no início), glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou discretamente elevada. O aspecto costuma ser claro.

Como diferenciar a meningite viral da bacteriana pela análise do líquor?

A meningite bacteriana geralmente cursa com pleocitose neutrofílica, glicorraquia muito diminuída, proteinorraquia acentuadamente elevada e aspecto turvo do líquor. A viral, por outro lado, tem pleocitose linfocitária, glicorraquia normal e proteína normal/discretamente elevada.

Qual a importância da glicorraquia normal na meningite viral?

A glicorraquia normal é um achado crucial na meningite viral, pois a glicose no líquor não é consumida pelos vírus como ocorre com as bactérias. Este é um dos principais parâmetros para diferenciar etiologias virais de bacterianas.

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