SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Nas meningites virais, a análise do líquor revela:
Meningite viral (LCR): pleocitose linfocitária, glicorraquia normal, proteína normal/discretamente ↑.
Na meningite viral, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de linfócitos, glicorraquia normal (diferente da bacteriana) e proteinorraquia normal ou levemente elevada. O aspecto geralmente é claro, não turvo.
A análise do líquor (LCR) é um pilar fundamental no diagnóstico diferencial das meningites, permitindo distinguir entre etiologias virais, bacterianas, fúngicas e outras. Na meningite viral, também conhecida como meningite asséptica, os agentes mais comuns são os enterovírus. A compreensão dos achados liquóricos é essencial para a conduta clínica e para evitar tratamentos desnecessários ou inadequados. Fisiopatologicamente, a resposta inflamatória à infecção viral no espaço subaracnoide leva a alterações específicas no LCR. Os achados típicos incluem uma pleocitose (aumento do número de células) que, após as primeiras horas, é predominantemente linfocitária (mononuclear). A glicorraquia (nível de glicose no LCR) geralmente permanece normal, pois os vírus não consomem glicose como as bactérias. A proteinorraquia (nível de proteína no LCR) pode ser normal ou discretamente elevada, raramente atingindo os níveis muito altos observados nas meningites bacterianas. O aspecto do líquor é geralmente claro, ao contrário do turvo na bacteriana. O tratamento da meningite viral é geralmente de suporte, uma vez que a maioria dos casos é autolimitada. O prognóstico é bom, com recuperação completa na maioria dos pacientes. A diferenciação precisa com a meningite bacteriana é vital, pois esta última requer tratamento antibiótico imediato e agressivo para evitar sequelas graves ou óbito. A interpretação cuidadosa do LCR, em conjunto com o quadro clínico, guia a decisão terapêutica.
Na meningite viral, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de linfócitos (embora possa haver neutrófilos no início), glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou discretamente elevada. O aspecto costuma ser claro.
A meningite bacteriana geralmente cursa com pleocitose neutrofílica, glicorraquia muito diminuída, proteinorraquia acentuadamente elevada e aspecto turvo do líquor. A viral, por outro lado, tem pleocitose linfocitária, glicorraquia normal e proteína normal/discretamente elevada.
A glicorraquia normal é um achado crucial na meningite viral, pois a glicose no líquor não é consumida pelos vírus como ocorre com as bactérias. Este é um dos principais parâmetros para diferenciar etiologias virais de bacterianas.
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