UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Apesar do avanço da terapia antimicrobiana, dos cuidados intensivos e da introdução de vacinas para imunoprofilaxia, a meningite bacteriana continua associada a elevadas taxas de letalidade, complicações e risco de sequelas. Em relação às características liquóricas na meningite bacteriana, é correto afirmar que:
Meningite bacteriana → LCR com pleocitose neutrofílica (>1000/mm³), glicose ↓ (<40 mg/dL), proteínas ↑ (>100 mg/dL).
Na meningite bacteriana, a análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) tipicamente revela uma pleocitose acentuada com predomínio de neutrófilos, glicose significativamente reduzida (consumida pelas bactérias e células inflamatórias) e proteínas elevadas (devido ao aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica e exsudação inflamatória).
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade, que exige diagnóstico e tratamento rápidos. A análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar a terapia antimicrobiana. Compreender as características liquóricas é crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente para residentes. As alterações no LCR na meningite bacteriana são bastante características. Observa-se uma pleocitose acentuada, geralmente com contagem de leucócitos superior a 1.000 células/mm³, e um predomínio marcante de neutrófilos polimorfonucleares (>80%). A glicose no LCR (glicorraquia) encontra-se significativamente diminuída, frequentemente abaixo de 40 mg/dL ou menos de 40% da glicemia sérica simultânea, devido ao consumo bacteriano e celular. As proteínas no LCR (proteinorraquia) estão elevadas, geralmente acima de 100 mg/dL, refletindo o aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica e a exsudação inflamatória. O diagnóstico diferencial com meningite viral é feito principalmente pela análise do LCR. Na meningite viral, a pleocitose é tipicamente menor e com predomínio linfocitário, a glicose é normal e as proteínas são normais ou apenas levemente elevadas. A coloração de Gram e a cultura do LCR são essenciais para identificar o agente etiológico e direcionar o tratamento antibiótico específico, mas a análise bioquímica e citológica inicial é vital para a decisão terapêutica empírica imediata.
Na meningite bacteriana, o líquor tipicamente apresenta pleocitose acentuada (geralmente >1000 células/mm³) com predomínio de neutrófilos polimorfonucleares, glicose reduzida (<40 mg/dL ou <40% da glicemia sérica) e proteínas elevadas (>100 mg/dL).
A glicose no líquor diminui porque as bactérias e as células inflamatórias a consomem. As proteínas aumentam devido ao aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica causado pela inflamação e pela exsudação de proteínas plasmáticas.
Na meningite viral, a pleocitose é geralmente menor (<1000 células/mm³) e com predomínio linfocitário, a glicose é normal e as proteínas são normais ou levemente aumentadas, diferentemente do padrão bacteriano.
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