Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
O exame liquórico nas meningites bacterianas apresenta as seguintes características:
Meningite Bacteriana: LCR com ↑ proteínas, ↓ glicose, ↑ celularidade (neutrófilos).
O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é a ferramenta diagnóstica mais importante para diferenciar os tipos de meningite. Na meningite bacteriana, a resposta inflamatória intensa leva a um perfil característico de alterações bioquímicas e citológicas.
As meningites são infecções graves das meninges, e a distinção entre etiologia bacteriana e viral é fundamental para o manejo adequado e prognóstico. O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é a pedra angular do diagnóstico, fornecendo informações cruciais para a decisão terapêutica e para a rápida instituição do tratamento. Na meningite bacteriana, a invasão bacteriana do espaço subaracnoideo desencadeia uma intensa resposta inflamatória. Isso resulta em um LCR com celularidade marcadamente aumentada, predominantemente de neutrófilos polimorfonucleares. As proteínas se elevam devido ao aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica e à produção local de imunoglobulinas. A glicose no LCR diminui significativamente na meningite bacteriana, pois as bactérias e as células inflamatórias consomem a glicose. Este perfil (↑ proteínas, ↓ glicose, ↑ neutrófilos) é altamente sugestivo de meningite bacteriana e exige início imediato de antibioticoterapia empírica, mesmo antes da cultura, para otimizar o desfecho clínico.
Na meningite bacteriana, há predomínio de neutrófilos, glicose muito baixa e proteínas elevadas. Na meningite viral, há predomínio de linfócitos, glicose normal ou levemente baixa e proteínas levemente elevadas.
A glicose diminui devido ao consumo pelos microrganismos (bactérias) e pelas células inflamatórias (neutrófilos) presentes no LCR, que utilizam a glicose como fonte de energia.
A contagem e o diferencial celular são cruciais para distinguir entre meningites bacterianas (com predomínio de neutrófilos) e virais (com predomínio de linfócitos), orientando a escolha do tratamento adequado.
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