HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Ao prestar assistência a um recém-nascido de termo, em parto vaginal, você observa que, ao romper a bolsa, o líquido amniótico encontra-se meconial. Logo após a extração, o recém-nascido se encontra com tônus preservado, mas com movimentos respiratórios irregulares. A conduta apropriada neste caso, após o clampeamento do cordão umbilical, é:
RN com LA meconial e tônus preservado, mas respiração irregular → calor, posicionar, aspirar boca/nariz, secar e reavaliar.
Em recém-nascidos com líquido amniótico meconial, a conduta depende do tônus e esforço respiratório. Se o tônus é preservado, mesmo com respirações irregulares, as etapas iniciais de estabilização (calor, posicionamento, aspiração de boca e nariz, secagem) são prioritárias, sem intubação ou aspiração traqueal de rotina.
O manejo do recém-nascido (RN) com líquido amniótico meconial (LAM) é um tema crucial na reanimação neonatal e tem sofrido importantes atualizações nas últimas diretrizes. Anteriormente, a aspiração de rotina da traqueia era uma prática comum, mas evidências recentes demonstraram que essa intervenção não melhora os desfechos e pode até causar complicações em RNs vigorosos. As diretrizes atuais enfatizam que a conduta deve ser guiada pelo tônus muscular e pelo esforço respiratório do RN. Se o RN nasce com LAM, mas apresenta tônus muscular preservado e respiração adequada (mesmo que irregular, como no caso), ele é considerado vigoroso. Nesses casos, as etapas iniciais de estabilização são as mesmas de qualquer RN: prover calor (em unidade de calor radiante), posicionar a cabeça para abrir as vias aéreas, aspirar boca e nariz apenas se houver secreções que obstruam a respiração, secar e estimular. A aspiração traqueal ou intubação não são indicadas de rotina. Por outro lado, se o RN com LAM não é vigoroso (tônus diminuído, respiração ausente ou ineficaz, FC < 100 bpm), então a intubação e aspiração traqueal são indicadas para remover o mecônio da traqueia antes de iniciar a ventilação com pressão positiva. Residentes devem dominar essa distinção para aplicar a conduta correta e evitar a Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) ou suas complicações iatrogênicas.
A principal mudança é que a aspiração traqueal de rotina não é mais recomendada para recém-nascidos com líquido amniótico meconial que nascem vigorosos (com bom tônus e esforço respiratório), mesmo que as vias aéreas superiores contenham mecônio.
A aspiração traqueal é indicada apenas para recém-nascidos com líquido amniótico meconial que não são vigorosos (apresentam tônus diminuído, respiração ausente ou irregular, ou frequência cardíaca < 100 bpm) e que necessitam de ventilação com pressão positiva.
Os passos iniciais para um recém-nascido com líquido meconial e tônus preservado incluem: levar para unidade de calor radiante, posicionar a cabeça para abrir vias aéreas, aspirar boca e nariz (se necessário), secar o corpo e a cabeça, desprezar campos úmidos e reavaliar a respiração e frequência cardíaca.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo