UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Menina de 9 anos, pré-púbere, apresenta prurido na região genital há quatro meses. Utilizou nistatina tópica sem melhora. Exame físico: área acrômica de quatro centímetros de diâmetro em região interna dos grandes lábios, com discretas fissuras. A principal hipótese diagnóstica e o respectivo tratamento são:
Prurido genital crônico + área acrômica/fissuras em pré-púbere → Líquen Escleroso, tratar com corticosteroide tópico potente.
O líquen escleroso vulvar é uma dermatose inflamatória crônica que afeta a região genital, comum em meninas pré-púberes. Caracteriza-se por prurido intenso, lesões esbranquiçadas (acrômicas) e atrofia, podendo levar a fissuras. O tratamento de escolha são os corticosteroides tópicos de alta potência.
O líquen escleroso (LE) é uma dermatose inflamatória crônica de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente a pele anogenital. Em meninas pré-púberes, é uma causa comum de prurido vulvar crônico e pode ser erroneamente diagnosticado como infecção fúngica ou abuso sexual. A apresentação clássica inclui prurido intenso, que pode levar a irritabilidade e distúrbios do sono, e lesões cutâneas características. Ao exame físico, o líquen escleroso vulvar em crianças manifesta-se com áreas de pele esbranquiçada (acrômica), atrófica e enrugada, frequentemente com fissuras, equimoses e telangiectasias na região dos grandes e pequenos lábios, clitóris e períneo, podendo formar um padrão em '8' ao redor do ânus. A falha na resposta a tratamentos empíricos para candidíase (como nistatina tópica) é uma pista diagnóstica importante. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a biópsia pode ser considerada em casos atípicos ou refratários. O tratamento do líquen escleroso em crianças visa aliviar os sintomas e prevenir a progressão da doença, que pode levar a cicatrizes e alterações anatômicas permanentes. A terapia de primeira linha consiste em corticosteroides tópicos de alta potência, como o propionato de clobetasol 0,05%, aplicados uma vez ao dia por um período inicial de 4-6 semanas, seguido por um regime de manutenção. É fundamental o acompanhamento regular para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a dose, minimizando os efeitos adversos.
Os sinais incluem prurido intenso, lesões esbranquiçadas (acrômicas) ou peroladas na região vulvar e perianal, atrofia da pele, fissuras, equimoses e, em casos avançados, fusão labial.
O tratamento de primeira linha é o uso de corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol, aplicados em ciclos curtos e com acompanhamento médico para monitorar a resposta e os efeitos adversos.
A presença de lesões acrômicas, atróficas e fissuras, juntamente com a falha no tratamento com antifúngicos ou antibióticos, sugere líquen escleroso. A biópsia pode ser necessária em casos atípicos.
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