AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Para paciente com 60 anos, que apresenta prurido vulvar crônico e lesão esbranquiçada na região clitoridiana, a conduta correta será:
Prurido vulvar crônico + lesão esbranquiçada em idosa → Biópsia para excluir malignidade (Líquen Escleroso vs. Câncer).
Lesões vulvares esbranquiçadas, especialmente em mulheres idosas e com prurido crônico, podem indicar líquen escleroso, mas a biópsia é imperativa para descartar neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) ou carcinoma invasivo.
O prurido vulvar crônico associado a lesões esbranquiçadas em mulheres idosas é um achado clínico que exige investigação cuidadosa. Embora o líquen escleroso seja uma causa comum, caracterizado por atrofia, esclerose e prurido intenso, é crucial descartar condições pré-malignas ou malignas, como a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) ou o carcinoma de células escamosas da vulva. A epidemiologia mostra que o câncer de vulva é mais frequente em mulheres mais velhas, e o líquen escleroso é um fator de risco conhecido. A fisiopatologia do líquen escleroso envolve um processo inflamatório crônico que leva à atrofia e esclerose da pele vulvar. Contudo, a apresentação clínica pode ser semelhante à de lesões neoplásicas iniciais. O diagnóstico diferencial é vasto, incluindo outras dermatoses vulvares. A suspeita de malignidade deve ser alta em lesões persistentes, ulceradas, verrucosas ou com alterações de pigmentação, além do prurido refratário. A conduta padrão ouro nesses casos é a biópsia da lesão. A biópsia permite um diagnóstico histopatológico preciso, diferenciando entre condições benignas, pré-malignas e malignas, e orientando o tratamento adequado. Atrasos no diagnóstico de malignidades vulvares podem impactar significativamente o prognóstico, reforçando a importância da abordagem diagnóstica invasiva e precoce.
As principais condições incluem líquen escleroso, neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) e carcinoma de células escamosas da vulva.
A biópsia é fundamental para diferenciar entre condições benignas como o líquen escleroso e lesões pré-malignas ou malignas, como a NIV ou o carcinoma invasivo, que exigem tratamento específico.
Sim, o líquen escleroso é uma condição crônica que, embora benigna, está associada a um risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas da vulva, justificando o acompanhamento e biópsias em caso de alterações.
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