Líquen Escleroatrófico Vulvar: Diagnóstico e Tratamento

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 35 anos, queixando-se de prurido intenso em genitália, apresenta, ao exame ginecológico, lesões em placa hipoacrômica, de aspecto nacarado, discretamente endurecida em vulva. Indique, respectivamente, o diagnóstico e tratamento corretos.

Alternativas

  1. A)  Atrofia branca de Milian, clobetasol tópico.
  2. B)  Liquen escleroatrófico, clotrimazol tópico.
  3. C)  Atrofia branca de Milian, clotrimazol tópico.
  4. D)  Liquen escleroatrófico, clobetasol tópico.

Pérola Clínica

Prurido vulvar intenso + lesões hipoacrômicas nacaradas e endurecidas na vulva → Líquen Escleroatrófico = Clobetasol tópico.

Resumo-Chave

O líquen escleroatrófico é uma dermatose inflamatória crônica que afeta a vulva, caracterizada por prurido intenso e lesões esbranquiçadas, atróficas e endurecidas. O tratamento de primeira linha é o uso de corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol, para controlar a inflamação e os sintomas.

Contexto Educacional

O líquen escleroatrófico (LE) é uma dermatose inflamatória crônica de etiologia desconhecida, embora fatores genéticos, autoimunes e hormonais sejam implicados. Afeta predominantemente a pele anogenital, sendo mais comum em mulheres, com picos de incidência na pré-puberdade e pós-menopausa, mas pode ocorrer em qualquer idade. A importância clínica reside no intenso prurido, desconforto e risco de malignidade. Clinicamente, o LE vulvar manifesta-se por prurido intenso e persistente, que pode levar a escoriações e fissuras. As lesões típicas são placas esbranquiçadas, nacaradas, atróficas e com aspecto enrugado, que podem coalescer e formar uma área de esclerose. Com a progressão da doença, pode ocorrer perda da arquitetura vulvar, com fusão dos pequenos lábios, clítoris "enterrado" e estenose do introito vaginal. O diagnóstico é clínico, mas a biópsia pode ser necessária para confirmar e excluir malignidade. O tratamento do líquen escleroatrófico visa controlar os sintomas e prevenir a progressão da doença. O pilar do tratamento são os corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol 0,05%, aplicados diariamente por um período inicial e depois em esquema de manutenção. O acompanhamento regular é crucial devido ao risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular da vulva nas áreas afetadas, exigindo vigilância para qualquer alteração suspeita.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do líquen escleroatrófico vulvar?

O líquen escleroatrófico vulvar é caracterizado por prurido intenso e crônico, lesões em placa hipoacrômica (esbranquiçadas), nacaradas, com aspecto atrófico e endurecido. Pode haver perda da arquitetura vulvar, fissuras e equimoses devido ao prurido.

Qual é o tratamento de primeira linha para o líquen escleroatrófico vulvar?

O tratamento de primeira linha para o líquen escleroatrófico vulvar é o uso de corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol 0,05%, aplicado diretamente nas lesões. O objetivo é controlar a inflamação, aliviar o prurido e prevenir a progressão da doença.

Quais são as complicações a longo prazo do líquen escleroatrófico vulvar?

As complicações a longo prazo incluem cicatrizes, perda da arquitetura vulvar (fusão de pequenos lábios, estenose introitus), disfunção sexual e um risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular da vulva. Por isso, o acompanhamento regular é fundamental.

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