AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Mulher, 35 anos, queixando-se de prurido intenso em genitália, apresenta, ao exame ginecológico, lesões em placa hipoacrômica, de aspecto nacarado, discretamente endurecida em vulva. Indique, respectivamente, o diagnóstico e tratamento corretos.
Prurido vulvar intenso + lesões hipoacrômicas nacaradas e endurecidas na vulva → Líquen Escleroatrófico = Clobetasol tópico.
O líquen escleroatrófico é uma dermatose inflamatória crônica que afeta a vulva, caracterizada por prurido intenso e lesões esbranquiçadas, atróficas e endurecidas. O tratamento de primeira linha é o uso de corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol, para controlar a inflamação e os sintomas.
O líquen escleroatrófico (LE) é uma dermatose inflamatória crônica de etiologia desconhecida, embora fatores genéticos, autoimunes e hormonais sejam implicados. Afeta predominantemente a pele anogenital, sendo mais comum em mulheres, com picos de incidência na pré-puberdade e pós-menopausa, mas pode ocorrer em qualquer idade. A importância clínica reside no intenso prurido, desconforto e risco de malignidade. Clinicamente, o LE vulvar manifesta-se por prurido intenso e persistente, que pode levar a escoriações e fissuras. As lesões típicas são placas esbranquiçadas, nacaradas, atróficas e com aspecto enrugado, que podem coalescer e formar uma área de esclerose. Com a progressão da doença, pode ocorrer perda da arquitetura vulvar, com fusão dos pequenos lábios, clítoris "enterrado" e estenose do introito vaginal. O diagnóstico é clínico, mas a biópsia pode ser necessária para confirmar e excluir malignidade. O tratamento do líquen escleroatrófico visa controlar os sintomas e prevenir a progressão da doença. O pilar do tratamento são os corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol 0,05%, aplicados diariamente por um período inicial e depois em esquema de manutenção. O acompanhamento regular é crucial devido ao risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular da vulva nas áreas afetadas, exigindo vigilância para qualquer alteração suspeita.
O líquen escleroatrófico vulvar é caracterizado por prurido intenso e crônico, lesões em placa hipoacrômica (esbranquiçadas), nacaradas, com aspecto atrófico e endurecido. Pode haver perda da arquitetura vulvar, fissuras e equimoses devido ao prurido.
O tratamento de primeira linha para o líquen escleroatrófico vulvar é o uso de corticosteroides tópicos de alta potência, como o clobetasol 0,05%, aplicado diretamente nas lesões. O objetivo é controlar a inflamação, aliviar o prurido e prevenir a progressão da doença.
As complicações a longo prazo incluem cicatrizes, perda da arquitetura vulvar (fusão de pequenos lábios, estenose introitus), disfunção sexual e um risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular da vulva. Por isso, o acompanhamento regular é fundamental.
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