Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Paciente, 50 anos, relata desconforto acompanhado de prurido na região anogenital há 8 meses. História de hipertireoidismo. Ao exame físico, hipocromia vulvar e perineal, áreas de queratose e atrofia dos pequenos lábios, coalescência com os grandes lábios. Hipótese diagnóstica:
Prurido anogenital crônico + hipocromia + atrofia/coalescência vulvar = Líquen Escleroatrófico.
O líquen escleroatrófico é uma dermatose inflamatória crônica que afeta predominantemente a região anogenital, caracterizada por prurido intenso, hipocromia (aparência esbranquiçada), atrofia tecidual e, em casos avançados, coalescência dos pequenos e grandes lábios. A associação com doenças autoimunes, como o hipertireoidismo, é comum, e o diagnóstico é clínico, podendo ser confirmado por biópsia.
O líquen escleroatrófico (LEA) é uma dermatose inflamatória crônica de etiologia desconhecida, embora se acredite em fatores genéticos, autoimunes e hormonais. Afeta predominantemente a pele anogenital de mulheres, mas pode ocorrer em homens e crianças, e em outras áreas do corpo. É uma condição importante para residentes reconhecerem devido ao seu potencial de morbidade significativa e risco de malignidade. Clinicamente, o LEA manifesta-se com prurido intenso e persistente, que pode ser debilitante. Ao exame físico, as lesões típicas são placas esbranquiçadas (hipocromia), atróficas e enrugadas, com aspecto de "papel de cigarro". Com a progressão da doença, pode haver perda da arquitetura vulvar, atrofia dos pequenos lábios, coalescência labial, estenose do introito vaginal e fissuras. A associação com doenças autoimunes, como o hipertireoidismo mencionado na questão, é bem estabelecida. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a biópsia de pele pode ser realizada para confirmação histopatológica e para excluir malignidade, especialmente em áreas com alterações suspeitas. O tratamento de primeira linha consiste em corticosteroides tópicos de alta potência, que visam controlar a inflamação e aliviar o prurido. O acompanhamento regular é essencial devido ao risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular vulvar em áreas afetadas por LEA.
Os sinais incluem prurido intenso e crônico, lesões esbranquiçadas (hipocromia), atrofia da pele e mucosas, perda da arquitetura vulvar, e em casos avançados, coalescência dos pequenos lábios e estenose do introito vaginal.
Sim, o líquen escleroatrófico é frequentemente associado a outras doenças autoimunes, como tireoidopatias (ex: hipertireoidismo, hipotireoidismo), vitiligo e diabetes mellitus.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir a progressão da atrofia e fibrose, que podem levar a disfunção sexual e aumento do risco de carcinoma espinocelular vulvar.
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