HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021
Existem evidências de associação independente entre elevações de lipoproteína (a) [Lp (a) ] e risco de DCV na população geral, assim está correto que:
Lp(a) ↑ = risco DCV ↑ por conteúdo lipídico + propriedades pró-trombóticas e pró-inflamatórias.
A lipoproteína (a) [Lp(a)] é um fator de risco cardiovascular independente, e seu impacto vai além do simples conteúdo lipídico. Ela contribui para a aterosclerose e eventos trombóticos devido às suas propriedades pró-trombóticas (semelhante ao plasminogênio) e pró-inflamatórias (promovendo a oxidação de lipoproteínas e a ativação de células inflamatórias).
A lipoproteína (a) [Lp(a)] é uma lipoproteína plasmática geneticamente determinada, que se assemelha à lipoproteína de baixa densidade (LDL), mas contém uma glicoproteína adicional, a apolipoproteína(a) [apo(a)]. Níveis elevados de Lp(a) são um fator de risco independente e causal para doenças cardiovasculares ateroscleróticas (DCVA), incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral isquêmico e estenose aórtica. O mecanismo pelo qual a Lp(a) contribui para o risco cardiovascular é multifacetado, indo além do seu conteúdo lipídico aterogênico. A apo(a) confere à Lp(a) propriedades pró-trombóticas, pois sua estrutura é homóloga à do plasminogênio, permitindo que ela interfira na fibrinólise e promova um estado de hipercoagulabilidade. Além disso, a Lp(a) é altamente aterogênica e pró-inflamatória, transportando fosfolipídios oxidados que induzem a inflamação e a disfunção endotelial na parede vascular, acelerando a formação e progressão da placa aterosclerótica. A avaliação da Lp(a) é recomendada em indivíduos com história familiar de DCVA precoce, DCVA estabelecida sem fatores de risco tradicionais evidentes, ou em pacientes com hipercolesterolemia familiar. Embora não existam terapias específicas aprovadas para reduzir a Lp(a) em larga escala, o manejo dos outros fatores de risco cardiovascular é crucial. Novas terapias direcionadas à redução da Lp(a) estão em desenvolvimento e mostram-se promissoras.
A lipoproteína (a) é uma partícula lipoproteica semelhante ao LDL, mas com uma apolipoproteína(a) adicional. É um fator de risco independente para doenças cardiovasculares devido ao seu conteúdo lipídico aterogênico e, crucialmente, por suas propriedades pró-trombóticas e pró-inflamatórias.
A Lp(a) possui homologia estrutural com o plasminogênio, podendo competir com ele pelos sítios de ligação, inibindo a fibrinólise e promovendo um estado pró-trombótico. Isso contribui para a formação de coágulos e eventos isquêmicos.
A Lp(a) pode transportar fosfolipídios oxidados, que são potentes mediadores inflamatórios. Ela se acumula na parede arterial, promovendo a inflamação e a formação de placas ateroscleróticas, além de induzir a disfunção endotelial.
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