FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Mulher, 64 anos de idade, diabética, em uso de metformina 850 mg/dia de liberação lenta e gliclazida 120 mg/dia, precisou iniciar, há um mês, 20 UI de insulina NPH ao deitar-se. Sem intercorrências, comparece um mês depois para reavaliação. Informa estar seguindo todas as orientações oferecidas na consulta prévia. Ao verificar os exames laboratoriais de controle, foi constatado hemoglobina glicada (HbA1c): 9,4%. Ao exame clínico: nódulos subcutâneos indolores em região do abdome, restante sem alterações. Baseando-se no caso acima, assinale a alternativa correta:
Nódulos subcutâneos em uso de insulina → lipodistrofia por falta de rodízio, prejudica absorção e controle glicêmico.
A presença de nódulos subcutâneos indolores nos locais de aplicação de insulina sugere lipodistrofia, uma complicação comum da insulinoterapia por falta de rodízio dos locais de injeção. A lipodistrofia pode alterar significativamente a absorção da insulina, levando a flutuações glicêmicas e, como no caso, a um controle glicêmico inadequado (HbA1c elevada), mesmo com doses aparentemente suficientes.
A insulinoterapia é uma ferramenta essencial no manejo do Diabetes Mellitus, especialmente em pacientes com falha de outros hipoglicemiantes orais. No entanto, a eficácia da insulina depende não apenas da dose, mas também da técnica de aplicação. Uma complicação comum e muitas vezes subestimada é a lipodistrofia, que se manifesta como nódulos ou atrofia no tecido subcutâneo nos locais de injeção. A lipodistrofia ocorre devido à injeção repetida de insulina no mesmo local, levando a alterações no tecido adiposo. Essas alterações comprometem a absorção da insulina, tornando-a errática e imprevisível. Isso pode resultar em flutuações glicêmicas significativas, com picos de hiperglicemia e risco aumentado de hipoglicemia, impactando negativamente o controle glicêmico geral, como evidenciado por uma HbA1c elevada. Para prevenir e manejar a lipodistrofia, é crucial orientar o paciente sobre o rodízio adequado dos locais de aplicação da insulina. Isso inclui alternar as áreas de injeção (abdome, coxas, braços, glúteos) e, dentro de cada área, variar os pontos de injeção. A inspeção regular dos locais de injeção e a educação do paciente sobre a técnica correta são pilares para otimizar a insulinoterapia e alcançar um controle glicêmico eficaz.
A lipodistrofia é uma complicação da insulinoterapia caracterizada por alterações no tecido adiposo subcutâneo nos locais de injeção. Pode ser lipo-hipertrofia (nódulos ou inchaços) ou lipoatrofia (depressões na pele), geralmente indolores.
A lipodistrofia altera a absorção da insulina, tornando-a imprevisível e inconsistente. Isso pode levar a episódios de hipoglicemia e hiperglicemia, dificultando o controle glicêmico e contribuindo para uma HbA1c elevada, mesmo com doses adequadas.
O rodízio regular dos locais de aplicação de insulina é fundamental para prevenir a lipodistrofia e garantir uma absorção consistente do hormônio. Recomenda-se alternar os locais dentro de uma mesma área (abdome, coxas, braços, glúteos) e não injetar no mesmo ponto com frequência.
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