USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Durante a consulta de um bebê de 2 meses de idade, nota-se que a mãe, ao trocar a fralda do bebê, fala com ele num linguajar infantilizado (“manhês”). Como esta atitude é considerada?
Linguajar infantilizado ("manhês") é adequado e fortalece o vínculo, estimulando o desenvolvimento da linguagem.
O "manhês" ou "parentese" é uma forma natural e intuitiva de comunicação que os pais utilizam com seus bebês. Caracterizado por entonação exagerada, ritmo lento e repetição, ele é benéfico para o desenvolvimento da linguagem e para o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre o cuidador e a criança.
O linguajar infantilizado, popularmente conhecido como "manhês" ou "parentese", é uma forma de comunicação universalmente observada entre cuidadores e bebês. Caracteriza-se por um tom de voz mais agudo, entonação exagerada, ritmo mais lento, vogais alongadas e repetição de palavras simples. Longe de ser uma atitude desnecessária, essa forma de fala é considerada altamente benéfica e adaptativa para o desenvolvimento infantil. Do ponto de vista do desenvolvimento da linguagem, o "manhês" atrai a atenção do bebê, facilitando a percepção dos sons da fala e a segmentação das palavras. A entonação exagerada e o ritmo lento ajudam o bebê a identificar os limites das palavras e a aprender os padrões prosódicos da língua. Isso prepara o terreno para a aquisição da linguagem expressiva e receptiva, que se manifesta de forma mais clara por volta dos 12 meses, mas cujas bases são construídas desde os primeiros meses de vida. Além do aspecto linguístico, o "manhês" desempenha um papel fundamental no estabelecimento e fortalecimento do vínculo afetivo entre a mãe (ou cuidador) e a criança. A interação vocal e emocional que ele proporciona promove a segurança, o afeto e a reciprocidade, elementos essenciais para o desenvolvimento socioemocional saudável do bebê. Portanto, é uma atitude adequada que denota um bom vínculo e estimula múltiplos aspectos do desenvolvimento infantil.
O "manhês" (ou "parentese") é uma forma de fala adaptada que os adultos usam com bebês, caracterizada por um tom de voz mais agudo, entonação exagerada, ritmo mais lento, vogais alongadas e repetição de palavras simples.
O "manhês" facilita a atenção do bebê à fala, ajuda a segmentar palavras e frases, e enfatiza sons importantes, auxiliando na discriminação fonêmica e na aquisição precoce da linguagem.
O "manhês" é crucial para o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre o cuidador e o bebê, promovendo a interação social, a regulação emocional e o senso de segurança na criança.
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