SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Em exame de rotina no pediatra, a mãe mostra-se preocupada com "manchas na língua" do seu filho de 2 anos de idade. Ao examinar, o médico constata que está diante de um quadro de "língua geográfica" (glossite migratória), diante das lesões erosivas com bordas irregulares, cinzento-esbranquiçadas, que lembram contorno de um mapa. Qual é a conduta a mais adequada para o caso?
Língua geográfica = condição benigna, autolimitada, sem tratamento específico → tranquilizar pais.
A língua geográfica (glossite migratória benigna) é uma condição inflamatória crônica e benigna da língua, caracterizada por áreas de atrofia das papilas filiformes que migram. Não requer tratamento específico, sendo fundamental tranquilizar os pais sobre sua natureza inofensiva.
A língua geográfica, também conhecida como glossite migratória benigna ou eritema migratório, é uma condição inflamatória crônica e benigna da língua que afeta principalmente as papilas filiformes. Caracteriza-se por lesões avermelhadas e lisas, circundadas por bordas esbranquiçadas ou amareladas, que mudam de localização ao longo do tempo, conferindo à língua uma aparência de mapa. A etiologia da língua geográfica é incerta, mas fatores como estresse emocional, deficiências vitamínicas (especialmente B), alergias, asma e histórico familiar têm sido associados. É mais comum em crianças e adolescentes. O diagnóstico é clínico, baseado na aparência característica das lesões e na sua natureza migratória, não sendo necessários exames complementares. Por ser uma condição benigna e autolimitada, a língua geográfica geralmente não requer tratamento específico. A principal conduta é tranquilizar o paciente e seus responsáveis, explicando a natureza inofensiva da condição. Em casos de desconforto ou sensibilidade, pode-se recomendar evitar alimentos ácidos, picantes ou muito quentes, e em raras situações, corticosteroides tópicos podem ser considerados para alívio sintomático.
A língua geográfica se manifesta como áreas avermelhadas e lisas (atrofia das papilas) com bordas elevadas, esbranquiçadas ou amareladas, que mudam de localização na língua ao longo do tempo, assemelhando-se a um mapa. Geralmente é assintomática, mas pode haver sensibilidade a alimentos ácidos ou picantes.
A causa exata da língua geográfica é desconhecida, mas fatores como estresse, alergias, deficiências nutricionais e genética podem estar envolvidos. Não é uma condição contagiosa nem está associada a infecções, sendo importante esclarecer isso aos pais.
Não há tratamento curativo para a língua geográfica, pois é uma condição benigna e autolimitada. O manejo consiste em tranquilizar os pais e, em casos de desconforto, pode-se orientar evitar alimentos irritantes ou usar analgésicos tópicos leves.
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