HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Criança com 6 anos de idade apresentando linfonodomegalia medindo 2/2 cm na região supraclavicular à esquerda com evolução de 20 dias, sem outras queixas. Qual a conduta correta?
Linfonodomegalia supraclavicular em criança → sempre investigar malignidade, mesmo sem outros sintomas.
Linfonodos supraclaviculares, especialmente à esquerda (sinal de Virchow), são altamente suspeitos para malignidade em qualquer idade, mas particularmente em crianças. A ausência de outros sintomas não exclui essa possibilidade, exigindo investigação imediata com exames laboratoriais e de imagem para estadiamento e busca de foco primário.
A linfonodomegalia em crianças é uma queixa comum, mas a localização supraclavicular sempre deve levantar um alto índice de suspeita para malignidade. Diferente de outras regiões, onde a maioria das adenomegalias é reativa e benigna, um linfonodo supraclavicular, independentemente do tamanho ou da presença de outros sintomas, é considerado patológico até prova em contrário. A sua presença pode indicar a disseminação de um câncer primário localizado no tórax ou abdome, sendo o linfonodo de Virchow (supraclavicular esquerdo) classicamente associado a neoplasias abdominais. A investigação inicial deve ser abrangente e não se limitar à região do pescoço. Exames laboratoriais como hemograma completo, VHS e LDH são cruciais para avaliar a atividade inflamatória ou neoplásica sistêmica. A ecografia cervical é útil para caracterizar o linfonodo, mas a ecografia abdominal é fundamental para buscar um possível foco primário ou outras adenomegalias que justifiquem a alteração supraclavicular. A biópsia do linfonodo é frequentemente necessária para o diagnóstico definitivo. O manejo de uma criança com linfonodomegalia supraclavicular exige uma abordagem proativa e não expectante. Tranquilizar os pais ou iniciar antibióticos sem uma investigação adequada pode atrasar um diagnóstico potencialmente grave. A conduta correta visa identificar a causa subjacente o mais rápido possível, permitindo o início precoce do tratamento em casos de malignidade e melhorando o prognóstico.
Linfonodos supraclaviculares, axilares ou inguinais > 2 cm, consistência endurecida, fixos, ausência de dor, crescimento rápido e sintomas B (febre, perda de peso, sudorese noturna) são sinais de alarme.
Linfonodos supraclaviculares, especialmente à esquerda (sinal de Virchow), estão frequentemente associados a neoplasias malignas torácicas ou abdominais, exigindo investigação aprofundada para identificar a causa subjacente.
Hemograma completo, VHS, LDH, PCR, ultrassonografia cervical e abdominal são exames iniciais. Em muitos casos, a biópsia do linfonodo é necessária para o diagnóstico definitivo.
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