FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Em relação às recomendações de consenso, na literatura, para realização de biópsia em linfonodomegalia, assinale a alternativa correta:
Linfonodo supraclavicular aumentado = Biópsia imediata (alto risco de malignidade).
Linfonodos supraclaviculares palpáveis são altamente sugestivos de neoplasias malignas (torácicas ou abdominais) e exigem investigação diagnóstica imediata, independentemente do tamanho.
A avaliação da linfonodomegalia é um desafio comum na prática clínica. A diferenciação entre causas reacionais/infecciosas e neoplásicas baseia-se na história clínica, características físicas do linfonodo e sua localização. Enquanto linfonodos cervicais e inguinais são frequentemente reacionais a processos inflamatórios locais, a localização supraclavicular é um 'red flag' absoluto. Estudos indicam que a idade avançada, o tabagismo e a localização supraclavicular são os preditores mais fortes de malignidade. O manejo inicial pode envolver observação por 2 a 4 semanas para linfonodos pequenos e de aspecto reacional, mas qualquer sinal de alarme deve abreviar a investigação para biópsia excisional, que é preferível à punção por agulha fina (PAAF) quando se suspeita de linfoma, para preservar a arquitetura nodal.
A região supraclavicular drena áreas profundas do tórax e abdome. O linfonodo de Virchow (supraclavicular esquerdo) é um sinal clássico de metástase de tumores abdominais, como o gástrico (Sinal de Troisier). Devido à sua localização anatômica, linfonodos palpáveis nesta área raramente são causados por infecções triviais, apresentando taxas de malignidade superiores a 50-90% em diversas séries de casos.
As indicações incluem: linfonodos supraclaviculares (sempre), tamanho > 2 cm (ou > 1 cm se persistente), consistência endurecida ou aderida a planos profundos, crescimento progressivo após 2-4 semanas de observação, ausência de regressão após 4-6 semanas, e presença de sintomas B (febre, perda de peso, sudorese noturna) ou achados radiológicos suspeitos.
Pelo contrário. A associação de linfonodomegalia generalizada com hepatoesplenomegalia aumenta a suspeita de doenças sistêmicas graves, como linfomas, leucemias ou doenças granulomatosas (ex: sarcoidose, tuberculose). Nesses casos, a biópsia de um linfonodo periférico acessível é frequentemente o passo diagnóstico definitivo para caracterizar a patologia subjacente.
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