HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Os pais de um menino de 7 anos relatam ter observado o surgimento de um nódulo em seu pescoço há cerca de 3 semanas, com aumento gradual de tamanho. Nesse mesmo periodo, a crianca apresentou alguns episódios de febre baixa, apesar da ausência de outros sintomas condizentes com infecções. Ao exame físico, presença de linfonodo palpável no lado direito do pescoço com aproximadamente 3,5 cm de diâmetro, endurecido, aderido aos planos profundos e indolor à palpação superficial. Palpa-se também um linfonodo menor (cerca de 1 cm) em região supraclavicular à direita.Considerando os achados clínicos, qual a conduta apropriada a seguir?
Linfonodo > 2 cm, endurecido, aderido, supraclavicular, ou persistente > 4 semanas → Biópsia excisional + Imagem.
Linfonodomegalias em crianças são frequentemente benignas, mas características como tamanho (>2-3cm), consistência (endurecido), aderência a planos profundos, localização supraclavicular e ausência de dor, especialmente se persistentes por mais de 3-4 semanas, levantam forte suspeita de malignidade, exigindo investigação agressiva com biópsia excisional e estadiamento por imagem.
A linfonodomegalia em crianças é um achado comum, frequentemente benigno e reacional a infecções. No entanto, é crucial que o médico saiba diferenciar as causas benignas das malignas, pois um diagnóstico precoce de neoplasias como linfomas ou metástases é fundamental para o prognóstico. A avaliação clínica detalhada, incluindo tamanho, consistência, aderência, dor e localização do linfonodo, é o primeiro passo. Linfonodos com características atípicas, como os descritos na questão (maior que 2-3 cm, endurecido, aderido a planos profundos, indolor e, principalmente, supraclavicular), são sinais de alerta para malignidade. A localização supraclavicular, em particular, é altamente correlacionada com neoplasias em qualquer faixa etária. A persistência do linfonodo por mais de 3-4 semanas, sem sinais de melhora ou associado a sintomas sistêmicos (febre baixa, perda de peso, sudorese noturna), reforça a necessidade de investigação. A conduta apropriada nesses casos não é o acompanhamento clínico ou exames laboratoriais inespecíficos, mas sim a biópsia excisional do linfonodo, que permite a análise histopatológica completa e o diagnóstico definitivo. Exames de imagem como ultrassonografia cervical e tomografia computadorizada de tórax são essenciais para avaliar a extensão da doença e buscar outras linfonodomegalias ou acometimento de órgãos, auxiliando no estadiamento e planejamento terapêutico.
Linfonodos maiores que 2-3 cm, endurecidos, aderidos a planos profundos, indolores, ou localizados na região supraclavicular, especialmente se persistentes por mais de 3-4 semanas, são altamente suspeitos de malignidade e requerem investigação.
A conduta inicial para um linfonodo suspeito inclui biópsia excisional do linfonodo para análise histopatológica e exames de imagem como ultrassonografia cervical e tomografia computadorizada do tórax para estadiamento.
A biópsia excisional fornece uma amostra de tecido maior e mais representativa, permitindo uma análise histopatológica completa, incluindo arquitetura do linfonodo, que é crucial para o diagnóstico preciso de linfomas e outras neoplasias, diferentemente da PAAF que pode ser insuficiente.
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