INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 75% das linfonodomegalias periféricas são localizadas e mais de 50% são observadas na região de cabeça e pescoço. Os exames iniciais a serem solicitados na suspeita diagnóstica de câncer são:
Linfonodomegalia pediátrica com suspeita de malignidade → Hemograma, DHL, RX tórax são exames iniciais.
Na avaliação inicial de linfonodomegalia em crianças com suspeita de malignidade, o hemograma pode indicar citopenias ou blastos, a DHL é um marcador de alta proliferação celular, e o RX de tórax pode revelar massas mediastinais ou adenomegalias hilares, cruciais para a triagem.
A linfonodomegalia periférica é uma queixa comum na pediatria, sendo a maioria de etiologia benigna e autolimitada. No entanto, uma pequena porcentagem pode indicar malignidade, como linfomas ou leucemias, tornando crucial uma avaliação inicial adequada para identificar casos de risco. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta uma abordagem sistemática para diferenciar causas benignas das malignas. A avaliação inicial deve incluir uma história clínica detalhada, exame físico completo e exames complementares que auxiliem na estratificação do risco. O hemograma pode revelar anemia, trombocitopenia ou leucocitose/leucopenia com presença de blastos. A dosagem de desidrogenase lática (DHL) é um marcador de proliferação celular e pode estar elevada em neoplasias. O radiografia de tórax é fundamental para rastrear adenomegalias mediastinais ou massas, que são frequentemente associadas a linfomas. A conduta subsequente dependerá dos achados iniciais. Em casos de alta suspeita, a biópsia do linfonodo é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. É importante evitar a solicitação excessiva de exames invasivos em casos de baixa suspeita, mas também não subestimar os sinais de alerta que podem indicar uma doença grave. O acompanhamento clínico é essencial para monitorar a evolução da linfonodomegalia.
Sinais de alerta incluem linfonodos maiores que 2-3 cm, consistência endurecida, fixos, ausência de dor, crescimento progressivo, sintomas B (febre, perda de peso, sudorese noturna) e localização supraclavicular ou mediastinal.
A DHL é um marcador de proliferação celular e necrose tecidual. Níveis elevados podem indicar alta carga tumoral ou rápida replicação celular, sendo um indicador de risco para malignidades como linfomas e leucemias.
A biópsia é considerada quando os exames iniciais e a observação não esclarecem a etiologia, há persistência ou progressão da linfonodomegalia, ou a presença de sinais de alerta para malignidade.
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