UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Na investigação de linfonodomegalia na infância deve chamar atenção para malignidade, EXCETO:
Linfonodos occipitais/retroauriculares pequenos em criança → geralmente benignos; supraclaviculares → sempre suspeitar malignidade.
Enquanto pequenos linfonodos em regiões occipital e retroauricular são achados comuns e benignos na infância, frequentemente relacionados a infecções virais, a presença de linfonodos supraclaviculares, febre inexplicada, perda de peso, hepatoesplenomegalia ou manifestações hemorrágicas são sinais de alerta importantes para malignidade e exigem investigação imediata.
A linfonodomegalia é um achado comum na infância, e a maioria dos casos tem etiologia benigna, frequentemente reativa a infecções virais ou bacterianas. No entanto, é crucial que o residente saiba diferenciar os sinais de alerta que indicam uma possível malignidade, como linfomas, leucemias ou metástases de tumores sólidos. A avaliação deve incluir a história clínica detalhada, exame físico completo e, se necessário, exames complementares. Sinais de alerta para malignidade incluem: linfonodos de grande tamanho (>2-3 cm), consistência endurecida, fixação aos planos profundos, ausência de dor, localização supraclavicular (sempre suspeita), e a presença de sintomas sistêmicos como febre inexplicada, perda de peso (>10% em 6 meses), sudorese noturna, astenia, dores ósseas, hepatoesplenomegalia ou manifestações hemorrágicas. Linfonodos pequenos (<1-2 cm) em regiões occipital, retroauricular, cervical anterior ou inguinal são frequentemente benignos e reativos. A conduta inicial envolve observação e tratamento da causa subjacente se houver uma infecção evidente. Contudo, na presença de qualquer sinal de alerta, a biópsia do linfonodo é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. O reconhecimento precoce desses sinais é vital para um encaminhamento adequado e início oportuno do tratamento em casos de malignidade, impactando diretamente o prognóstico da criança.
Linfonodos com características de malignidade são geralmente maiores (>2-3 cm), endurecidos, fixos aos planos profundos, não dolorosos, e localizados em regiões atípicas como supraclavicular ou epitroclear. A presença de sintomas sistêmicos associados (febre, perda de peso, sudorese noturna) também é um forte indicativo.
Linfonodos supraclaviculares, especialmente os do lado esquerdo (nódulo de Virchow), drenam áreas torácicas e abdominais e, portanto, sua presença é altamente sugestiva de malignidade (linfoma, neuroblastoma, metástase de tumores abdominais ou torácicos) em crianças, exigindo biópsia.
As causas benignas mais comuns incluem infecções virais (adenovírus, EBV, CMV), infecções bacterianas (linfadenite estreptocócica ou estafilocócica), doença da arranhadura do gato, e linfadenite reativa inespecífica.
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