HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Pré-escolar, de 2 anos e 4 meses, apresenta coriza, dor de garganta e tosse há 4 dias. Houve febre nos dois dias iniciais do quadro. No exame físico, existe um linfonodo palpável de 1,5 cm na cadeia cervical anterior direita que é fibroelástico, móvel e levemente doloroso. Não há eritema ou calor local. O restante dos achados é normal. A conduta mais apropriada no manejo desse paciente é:
Linfonodo cervical < 2cm, móvel, doloroso, associado a IVAS em criança → Reacional, observar.
Linfonodomegalias cervicais em crianças são frequentemente reacionais a infecções virais de vias aéreas superiores. Características como tamanho < 2cm, mobilidade, consistência fibroelástica e leve dor, sem sinais inflamatórios agudos, sugerem benignidade e permitem acompanhamento clínico.
A linfonodomegalia cervical é uma queixa comum na pediatria, sendo a principal causa a linfadenopatia reacional a infecções virais ou bacterianas de vias aéreas superiores. É crucial que o residente saiba diferenciar as causas benignas das malignas para evitar investigações desnecessárias ou atrasos no diagnóstico de condições graves, otimizando o cuidado ao paciente. A fisiopatologia da linfadenopatia reacional envolve a proliferação de linfócitos dentro dos gânglios linfáticos em resposta a um estímulo antigênico. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico detalhado do linfonodo (tamanho, consistência, mobilidade, dor, sinais inflamatórios) e na presença de sintomas associados, como um quadro viral recente. Na maioria dos casos de linfonodos com características benignas e associados a infecções virais autolimitadas, a conduta mais apropriada é o acompanhamento clínico. Exames complementares devem ser reservados para casos com 'red flags' (linfonodos grandes, fixos, indolores, persistentes, ou com sintomas sistêmicos) ou quando há suspeita de infecção bacteriana específica que necessite de tratamento, guiando uma abordagem racional e baseada em evidências.
Linfonodos benignos são geralmente menores que 2 cm, móveis, fibroelásticos, levemente dolorosos e sem sinais de inflamação aguda (eritema, calor). Frequentemente, estão associados a infecções virais recentes de vias aéreas superiores.
A investigação é indicada se o linfonodo for > 2-3 cm, fixo, endurecido, indolor, com sinais inflamatórios persistentes, ou se houver sintomas sistêmicos como perda de peso, febre prolongada ou sudorese noturna, que sugerem causas mais sérias.
A ultrassonografia pode ser útil para avaliar as características internas do linfonodo (vascularização, necrose, calcificações) e diferenciar de outras massas cervicais. Contudo, geralmente não é a primeira conduta para linfonodos reacionais típicos, sendo reservada para casos com atipias ou persistência.
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