Linfonodomegalia Cervical: Investigação de Carcinoma Escamoso

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022

Enunciado

Homem de 57 anos apresenta linfonodomegalia cervical submandibular isolada à direita, com crescimento lento há seis meses, sem demais doenças ou alterações. Foi triado para doenças infecciosas e marcadores negativos. Tem história de tabagismo leve (5 maços/ano) e etilismo social. A principal hipótese neoplásica para o caso consiste em:

Alternativas

  1. A) linfoma
  2. B) paraganglioma
  3. C) metástase de carcinoma bem diferenciado de tireoide
  4. D) metástase de carcinoma escamoso de cabeça e pescoço

Pérola Clínica

Linfonodomegalia cervical persistente em tabagista/etilista → investigar carcinoma escamoso de cabeça e pescoço.

Resumo-Chave

Em pacientes tabagistas e etilistas, uma linfonodomegalia cervical persistente e de crescimento lento, mesmo que isolada, deve levantar forte suspeita de metástase de carcinoma escamoso de cabeça e pescoço. Essas neoplasias são altamente associadas a esses fatores de risco e frequentemente se manifestam inicialmente com metástases linfonodais cervicais.

Contexto Educacional

A linfonodomegalia cervical é uma queixa comum na prática médica, com um amplo espectro de causas, desde infecciosas e inflamatórias até neoplásicas. Em pacientes adultos, especialmente aqueles com fatores de risco como tabagismo e etilismo, a persistência de uma linfonodomegalia cervical por mais de algumas semanas, sem sinais claros de infecção, deve levantar forte suspeita de malignidade. O carcinoma escamoso de cabeça e pescoço (CECP) é uma das neoplasias mais prevalentes em homens, e frequentemente se apresenta com metástases linfonodais cervicais como primeira manifestação clínica. A região submandibular é um sítio comum para metástases de tumores primários da cavidade oral, orofaringe e hipofaringe. A história de tabagismo e etilismo é um fator de risco bem estabelecido para CECP, aumentando exponencialmente a probabilidade dessa hipótese. A investigação de uma massa cervical suspeita deve ser sistemática, incluindo exame físico detalhado da cavidade oral, orofaringe, laringe e tireoide, além de exames de imagem e biópsia (PAAF ou excisional). Residentes devem estar atentos a esses sinais de alerta e à importância dos fatores de risco para um diagnóstico precoce e um manejo adequado, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para carcinoma escamoso de cabeça e pescoço?

Os principais fatores de risco são tabagismo e etilismo, que atuam de forma sinérgica. Infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente subtipo 16, é um fator crescente para câncer de orofaringe.

Qual a conduta inicial diante de uma linfonodomegalia cervical suspeita?

A conduta inicial inclui anamnese detalhada, exame físico completo de cabeça e pescoço, e exames de imagem como ultrassonografia com Doppler, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A biópsia (preferencialmente por agulha fina - PAAF) é crucial para o diagnóstico histopatológico.

Como diferenciar uma linfonodomegalia benigna de uma maligna?

Linfonodos malignos tendem a ser endurecidos, fixos, indolores, com crescimento progressivo e geralmente maiores que 1-2 cm. Linfonodos benignos são mais móveis, elásticos, dolorosos e frequentemente associados a processos infecciosos ou inflamatórios agudos.

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