UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Adolescente de 14 anos, com história de linfonodomegalia há 3 meses, em região de pescoço e de crescimento progressivo, associada a febre e perda de 15% de seu peso. Exame físico: linfonodos palpáveis em região cervical baixa e supraclavicular com cerca de 5 cm de diâmetro, indolor a palpação e endurecido. A conduta adequada é:
Linfonodomegalia > 3 meses, > 2 cm, endurecida, supraclavicular, com sintomas B (febre, perda peso) → Biópsia excisional.
Linfonodomegalia em adolescente com características de alarme (crescimento progressivo, endurecida, supraclavicular, sintomas B como febre e perda de peso) sugere malignidade, sendo a biópsia excisional a conduta diagnóstica padrão ouro.
A linfonodomegalia é uma queixa comum na pediatria e na clínica médica, mas sua investigação em adolescentes requer atenção especial, especialmente na presença de sinais de alarme. A capacidade de diferenciar causas benignas de malignas é crucial para um manejo adequado. Para residentes, a abordagem sistemática e a identificação precoce de quadros graves são habilidades essenciais. No caso apresentado, o adolescente exibe múltiplos sinais de alarme: linfonodomegalia persistente por 3 meses, crescimento progressivo, localização cervical baixa e supraclavicular (esta última altamente suspeita para malignidade), tamanho significativo (5 cm), consistência endurecida e indolor, além de sintomas B (febre e perda de 15% do peso). Esses achados são altamente sugestivos de uma etiologia maligna, como linfoma. Diante de um quadro clínico tão robusto para malignidade, a conduta mais adequada e definitiva é a biópsia excisional do linfonodo, seguida de estudo histopatológico. Essa abordagem permite a análise completa da arquitetura tecidual, imunohistoquímica e, se necessário, estudos moleculares, que são fundamentais para o diagnóstico preciso e a classificação do tipo de neoplasia, guiando o tratamento subsequente. Apenas observação ou antibioticoterapia seriam condutas inadequadas e perigosas neste cenário.
Sinais de alarme incluem linfonodos maiores que 2-3 cm, endurecidos, fixos, indolores, localização supraclavicular ou epitroclear, crescimento progressivo, e sintomas B (febre, perda de peso >10%, sudorese noturna).
A biópsia excisional permite a análise completa da arquitetura do linfonodo, essencial para o diagnóstico histopatológico preciso de linfomas e outras neoplasias, diferentemente da biópsia por agulha fina (PAAF) que pode ser insuficiente.
As causas variam de infecções virais (mononucleose, HIV), bacterianas (tuberculose, toxoplasmose), doenças autoimunes, até malignidades como linfomas (Hodgkin e não-Hodgkin) e leucemias.
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